Links de Acesso

Igreja Católica opõe-se ao abandono do interior de Benguela


Rui Falcão recebe cumprimentos de fim-de-ano

Aos problemas na saúde e educação, Bispo da Diocese junta zonas desérticas

No fecho do ano de 2018, a Igreja Católica alerta para o abandono do interior de Benguela, a província detentora da segunda maior fatia dos orçamentos gerais do Estado angolano, com base em indicadores de degradação do tecido social.

O aviso do Bispo da Diocese local, Dom António Francisco Jaka, foi feito na semana em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriu protecção às camadas mais desfavorecidas da população, ao confirmar o empréstimo de 3.7 mil milhões de dólares a Angola.

O que foi 2018 em Benguela - 2:10
please wait

No media source currently available

0:00 0:02:10 0:00

Com presença marcada no interior, ora para pregar o evangelho, ora para um olhar ao quadro social, o também secretário-geral da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) junta o surgimento de zonas desérticas aos já recorrentes problemas na saúde e educação.

‘’O interior (de Benguela) é como vemos nas demais províncias do país. São zonas deixadas, que reclamam uma assistência maior. A saúde e educação não podem ficar de lado, houve um incremento no orçamento, no meu entender insuficiente, mas é um bom sinal. Mas não é tudo, devemos olhar para o meio ambiente, não apenas no saneamento, mas também na desmatação que vem gerando desertos’’, alerta o responsável católico.

Outro problema vigente no interior da província, levantado pelo empresário Octávio Pinto, membro da Associação dos Industriais de Camionagem, tem que ver com a segurança alimentar.

‘’Por causa da agricultura, quem tem fazendas a 10 ou 15 quilómetros da estrada principal, como é que vai produzir? Mesmo que produza, como é que vai escoar? Esta desconcentração, no quadro da instalação do poder local, vai ajudar imenso a resolver este e outros problemas, como a água e a luz’’, refere Pinto.

Declarações proferidas na cerimónia de cumprimentos de fim de ano ao governador de Benguela, que optou por não apresentar o estado da província, embora tenha deixado uma garantia.

"Digo-vos apenas que Benguela termina 2018 melhor do que terminou em 2017. Com a vossa ajuda, vamos fazer melhor ainda’’, adianta o governante.

Não falou Rui Falcão, que condiciona a apresentação da resenha anual à criação de conselhos de concertação e auscultação, mas quem se pronunciou foi o deputado Alberto Ngalanela, secretário provincial da UNITA, numa reunião que passou em revista a situação social e económica.

"O ano termina, em Benguela e no resto do país, com um quadro social e económico sombrio, caracterizado pela fome, pobreza, desemprego, custo de vida elevado e pela queda galopante do poder de compra’’, avalia o parlamentar da oposição.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG