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Hong Kong: Meio ano de manifestações sem fim no horizonte


Um polícia à paisana usa gás pimenta numa manifestação num centro comercial de Hong Kong, 28 Dezembro, 2019

A polícia enfrentou manifestantes que marcharam neste sábado num centro comercial de Hong Kong, exigindo que os comerciantes da China continental deixem o território, num novo fim-de-semana de tensão anti-governamental.

Ao interromper a actividade económica em Sheung Shui, perto da fronteira de Hong Kong com o continente, o protesto foi parte dos esforços para pressionar o governo.

Cerca de cem manifestantes marcharam pelo centro comercial gritando "Libertem Hong Kong!" e "Voltem para o continente!"

A polícia à paisana usou tacos contra os manifestantes e algemou alguns. Um agente da polícia disparou gás pimenta contra manifestantes e repórteres. A emissora do governo RTHK informou que 14 pessoas foram detidas.

Os protestos que começaram em Junho, por causa de uma proposta de lei de extradição, espalharam-se para incluir demandas por mais democracia e outras queixas.

A proposta de lei foi retirada, mas os manifestantes querem a renúncia da líder do território, Carrie Lam, e outras mudanças.

Manifestantes reclamam que o governo de Pequim e Lam corroem a autonomia e as liberdades civis, prometidas a Hong Kong quando a ex-colônia britânica foi devolvida à China em 1997.

No sábado, alguns comerciantes do centro comercial Sheung Shui enrolaram fita laranja à volta de quiosques e fecharam parcialmente portas de segurança das lojas, mas a maioria dos negócios seguia normalmente.

Hong Kong, que não possui imposto sobre vendas e tem reputação de produtos originais, é popular entre os comerciantes chineses que compram mercadorias para revender no continente.

Sheung Shui foi o local de confrontos entre a polícia e manifestantes em Junho.

No início desta semana, os manifestantes partiram janelas nas áreas comerciais durante o feriado de Natal. Alguns lutaram com a polícia.

Um total de 336 pessoas, algumas com menos de 12 anos, foram presas entre Segunda e Quinta-feira, segundo a polícia. Isso elevou o número total de pessoas presas em seis meses de protestos para quase sete mil.

Os manifestantes danificaram estações de metro, bancos e outros estabelecimentos públicos.

No início deste mês, os candidatos da oposição conquistaram a maioria dos cargos nas eleições para representantes de distrito, o nível mais baixo do governo.

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