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Homens dificultam registo de crianças em Moçambique, revela um estudo

  • Alfredo Júnior

Crianças, Moçambique

Para melhorar a situação, está em curso um projecto de mobilização social para o fortalecimento dos serviços de registo de nascimento em Moçambique

Estudo da Save the Children e Unicef, em parceria com Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, revela que há uma fraca participação dos homens no registos de nascimento, e o país não tem dados de mais de metade de crianças.

Homens dificultam registo de crianças em Moçambique, revela um estudo
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Apenas 48% de crianças da faixa 0-5 anos estão registradas em Moçambique, diz o estudo.

O pesquisador Álvaro Bié explica que a fraca participação e o desleixo da população masculina neste processo estão na origem do facto.

"O papel do homem ainda é decisivo nas questões do registo de nascimento; nalgumas comunidades como as de Gaza, onde a migração é massiva, notamos que a ausência dos pais, por motivos de trabalho nas minas, impede que as mulheres façam o registo," diz Bié.

Algumas práticas culturais também contribuem para o registo tardio das crianças.

"Por exemplo, práticas que dizem que a criança ao nascer tem que permanecer sete dias no meio familiar, e só depois disto é que é dado o nome, então este tipo de práticas também dificulta que o registo seja feito logo à nascença", afirma Bié.

Segundo o estudo, o registo das crianças acontece quando os pais sentem a necessidade de aquisição de documentos ou para efeitos de matrícula.

Para melhorar a situação, está em curso um projecto de mobilização social para o fortalecimento dos serviços de registo de nascimento em Moçambique, que espera abranger 1,4 milhões de habitantes.

O gestor do projecto de registo electrónico, Pedro Maungue, disse que vai durar três anos e tem um orçamento de 1,4 milhões de dólares americanos.

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