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Guineenses presos por tráfico de droga no Togo apelam à intervenção do PR


José Mario Vaz

Querem cumprir a pena na Guiné-Bissau

Dez cidadãos guineenses estão detidos no Togo há mais de três anos, acusados de tráfico de drogas.

Sem julgamento ou uma solução diplomática, querem que o Presidente da República intervenha para que cumpram as suas penas em Bissau.

Há dois anos, a Liga Guineense dos Direitos Humanos manifestou o seu interesse em advogar a favor dos presos.

Filinto Djaló de Pina, guineense radicado em França e que esteve recentemente, em Lomé, capital do Togo, descreve o estado físico e psicológico daqueles prisioneiros.

"Psicologicamente eles estão abatidos e fisicamente parece que estão mortos. São pais de famílias e as circunstâncias difíceis levaram-nos a entrarem nesta aventura”, revela Pina, adiantando que“todos eles estão com problemas de saúde e comem como animais”.

Face a esta situação, aqueles prisioneiros guineenses manifestaram a Filinto Djaló de Pina o seu desejo de cumprir a pena em Bissau.

“O maior desejo deles é de cumprir a pena na Guiné-Bissau e pediram-me para interceder junto do Presidente da Republica para que use a sua influência junto às autoridades togolesas no sentido de cumprir as suas penas no seu país”, realça Pina.

Acompanhado da Liga Togolesa dos Direitos Humanos na visita aos guineenses, Filinto Djaló de Pina diz que a situação actual da Guiné-Bissau leva as pessoas, principalmente jovens, a enveredarem-se pelos caminhos que ele chama de "indecentes".

“A política em vigor no nosso país é que não está a ajudar o povo, sobretudo os jovens. É preciso mudar as políticas públicas, nomeadamente para garantir emprego aos jovens. Enquanto não temos isso, vamos continuar a assistir a estas situações, com guineenses presos nas prisões na Europa, América e de outros países de África”, conclui Filinto Djaló de Pina.

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