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Guiné-Bissau: PAIGC integra Governo de iniciativa presidencial que vai preparar eleições


Manuel "Manecas" dos Santos, dirigente do PAIGC e veterano da luta pela independência da Guiné-Bissau

Governo de iniciativa presidencial deve integrar todos os partidos com assento na última legislatura

Um dia depois de o primeiro-ministro e o vice-primeiro-ministro terem sido empossados na Guiné-Bissau pelo Presidente da República, o dirigente histórico do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Manuel dos Santos, admitiu a integração do partido no próximo Governo de iniciativa presidencial.

“Nós viemos aqui no sentido de ajudar a preparar a formação do Governo de iniciativa presidencial que vai acontecer dentro de alguns dias, o PAIGC vai participar”, afirmou o comandante “Manecas” dos Santos à saída de um encontro nesta quarta-feira, 25, na Presidência da República.

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O presidente da Comissão Organizadora do congresso daquele partido, adiado em duas ocasiões, reafirmou que “é um Governo de iniciativa presidencial, a décima legislatura acabou e vamos preparar a décima primeira e, portanto, nós temos que estar presente nesta preparação”.

Santos reiterou que “vai haver eleições, nós temos que estar presentes” porque é o "Governo que vai preparar as eleições”.

Ontem, após a posse, Nuno Gomes Nabiam disse que vai falar com os partidos e depois “certamente estaremos em condições de apresentar uma ideia e uma proposta ao Presidente da República”.

Umaro Sissoco Embaló dissolveu o Parlamento no passado dia 16 e marcou as eleições legislativas para o dia 18 de Dezembro.

No entanto, o mandato da actual Comissão Nacional de Eleições (CEN) está expirado e, para fazer frente a esta realidade, a Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular recomendou ao presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, a abertura de um processo de diálogo político nacional com todos os órgãos da soberania e partidos políticos, com vista a encontrar uma solução para a eleição dos novos membros.

Hélder Barros, porta voz da comissão, diz que esta saída tem base “de acordo com o ponto 3, do artigo 95 da Constituição da República”.

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