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Guiné-Bissau: Analista diz que envio de missão da CEDEAO “cheira mais à farsa”


Tropas da CEDEAO

"Não se pode entender que a CEDEAO se prontifique tão depressa,” diz Silvestre Alves

O analista politico Silvestre Alves questiona a decisão de envio à Guiné-Bissau de uma missão de estabilização da CEDEAO, e diz que é problemática.

Guiné-Bissau: Analista diz que envio de missão da CEDEAO “cheira mais à farsa”
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A decisão da CEDEAO foi anunciada, na quinta-feira (3), em resposta aos disparos, no Palácio do Governo, no dia 1 deste mês, que as autoridades disseram ter sido uma tentativa de golpe de Estado.

Tal missão incorpora militares e polícias do bloco regional.

Alves, que foi porta-voz da Junta Militar, em 2006, diz que, tendo em conta que os disparos tiveram lugar no dia 1, “é estranho, no mínimo”, que no dia 3 tenha sido tomada a decisão.

“Isso tudo cheira mais à farsa do que outra coisa. Não se pode entender que a CEDEAO se prontifique tão depressa”, diz.

Para ele, “já se tinha criado tudo para tomar esta decisão de enviar a força”.

Por outro lado, Alves diz que “temos a situação do Mali, da Guiné Conacri e do Burkina Faso, mas nenhuma suscitou a necessidade de presença de tropas estrangeiras.”

(In)capacidade

Alves julga que “é esquisito (…) não se entende o que é que justifica uma intentona, que mais parece inventona do que outra coisa. Portanto isso é uma salganhada autêntica”.

Luís Landim, jurista e analista político, diz que “a presença de força estrangeira, força de estabilidade da paz passa a mensagem de que desde logo que o país está em problemas”.

Ele recorda que “na altura em que o Presidente da República decidiu a retirada do ECOMIB, estive do seu lado, porque um dos argumentos que avançou era de que fazia-se uma publicidade negativa do país, ou seja, dava-se a sensação de que vivia-se um clima de instabilidade”.

Landim sublinha que na altura “argumentou-se que as nossas Forças de Defesa e Segurança eram mais que capazes de resolver os problemas do país”.

E agora, continua Landim, “com essa situação do tiroteio (...) o Presidente da República reconheceu que a nossa força de defesa foi de tal forma eficiente (…) tudo aponta que temos estruturas internas capazes de resolver problemas do género de uma eventual insegurança”.

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