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Greve geral por tempo indeterminado nas universidades públicas em Angola


Universidade Agostinho Neto,Luanda, Angola

Professores dizem que só suspendem a greve depois do Governo responder às suas exigências e Movimento dos Estudantes Angolanos garante apoio aos docentes

Tudo parado nas universidades públicas do país.

Os professores filiados ao Sindicato Nacional dos Sindicatos (SINPES) prometeram e cumpriram com uma greve a partir desta quarta-feira, 10, e por tempo indeterminado.

Professores universitários em greve – 1:40
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Os docentes reiteram que enquanto o Executivo não honrar os oito pontos do caderno reivindicativo vão continuar de braços cruzados.

Os estudantes, através do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), mostram-se solidários com a greve, enquanto o Ministério do Ensino Superior ainda não se pronunciou.

"A greve é por tempo indeterminado, quando concluírem os oito pontos do caderno, vamos convocar a assembleia geral para analisar se a greve continua ou para", afirma o coordenador do SINPES na zona Luanda-Bengo, Carlinhos Zassala.

A realização de eleições dos cargos de gestores das faculdades e universidades, aumento salarial, assistencia médica e medicamentosa dos docentes, a harmonização dos planos curriculares, a formação contínua
dos professores, condições como a construção de cidades universitárias no País, aposta na investigação cientifica e melhores condições dos laboratórios ebibliotecas são os oito pontos por resolver do caderno reivindicativo professores universitários.

Por seu lado, o MEA mostra-se solidário com os docentes.

"Nós, estudantes, estamos completamente desapontados com o Ministério do Ensino Superior que só está preocupado em fazer decretos, para aumentar propinas e não quer saber com a qualidade do
Ensino Superior, estamos solidários com os professores", diz Joaquim Lutambi, do MEA.

Até ao meio-dia o Ministério do Ensino Superior não havia se pronunciado.

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