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Professores do Ensino Superior em Angola decretam greve geral a partir de 10 de Novembro


Biblioteca da Universidade Agostinho Neto, Luanda (Angola)

Sindicato diz estar aberto ao diálogo, mas a paralisação é por tempo indeterminado

Os professores do ensino superior em Angola entram em greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 10 de Novembro, como forma de protesto pelo incumprimento das exigências do seu caderno reivindicativo pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI),

O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 29, pelo secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SINPES) que acusa o Governo de ser “o culpado pela má-qualidade do ensino superior em Angola” por que “não investe".

Na quarta-feira, 26, a VOA noticiou o aviso do sindicato que, no entanto, estava aberto ao diálogo, segundo o seu responsável.

"Ante o incumprimento do caderno reivindicativo por parte do MISTIC, ao SINPES não restou outra alternativa senão tornar efectiva a sua posição de declarar greve. Pelo não resolvido, constante do caderno reivindicativo", afirmou Peres Alberto.

Com sete pontos, do caderno reivindicativo entregue ao MESCTI pelos docentes universitários constam “salário condigno, equivalente aos magistrados, pagamento da dívida, melhoria das condições de trabalho, assistência médica e medicamentosa, melhoria das infra-estruturas para as instituições de ensino superior, formação dos docentes e trabalhadores não docentes e fundo de investigação científica e publicações”.

Segundo Alberto, os professores universitários têm salários miseráveis e querem melhorias.

"Actualmente um professor catedrático tem o salário de 400 mil kwanzas, que não chega aos 500 dólares, e vive na miséria. Se em 2012, solicitávamos 1.500 milhões de kwanzas para o professor titular, o que correspondia a 15 mil dólares, hoje pedimos o reajuste salarial, indexado ao dólar, e esse reajuste atinge para o professor catedrático cinco mil dólares e para o assistente estagiário até dois mil dólares".

Embora o SINPES, segundo o seu secretário-geral, continue aberto ao diálogo com o Governo, Peres Alberto assegura que haverá piquetes de três níveis, a nível nacional, regional e institucional por cada unidade orgânica.

Refira-se no dia 5 de Outubro, aquando da abertura do novo ano lectivo no Ensino Superior, o Presidente angolano, João Lourenço, reconhceu na cidade do Bié a necessidade de um maior investimento no sistema de ensino superior e prometeu aumentar a verba destinada ao sector, ainda este ano, bem como as bolsas de estudo internas, nos níveis de graduação e pós-graduação, como forma de premiar o mérito estudantil.

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