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Graça Machel defende tribunal para casos de corrupção


Graça Machel

Antiga primeira-dama alerta para outros comportamentos desviantes

A antiga ministra de Educação de Moçambique e patrona da Fundação para Desenvolvimento da Comunidade, Graça Machel, diz que o combate a corrupção no país passa pela criação de tribunais específicos a casos ligados a ilícitos económicos.

Machel fez este pronunciamento quando abordava a ética empresarial, na cidade de Maputo, onde o Instituto de Directores de Moçambique revelou que está a capacitar líderes tanto ao nível do sector público como privado no sentido de dotá-los em matéria que previne todos os riscos de corrupção.

Moçambique assiste ao julgamento de casos mediáticos de corrupção, como é o que coloca Setina Titosse, antiga presidente do Fundo de Desenvolvimento Agrário, acusada de liderar um grupo de 28 pessoas que desviou 2,7 milhões de dólares americanos.

Este é o segundo julgamento que leva ao banco dos réus dirigentes públicos, neste ano, incluindo o antigo ministro da Justiça.

Estes e outros casos levaram a antiga primeira-dama a sugerir que o seu combate passa pela criação de tribunais específicos contra crimes económicos.

"Proponho que haja por exemplo tribunais especializados para crimes contra a economia porque enquanto nós tivermos que seguir o sistema geral os casos prolongam-se por períodos quase sem fim. Experiências dos outros países estabelece desde a polícia de investigação criminal, a procuradoria, o Ministério Público, os tribunais e naturalmente os serviços penitenciários trabalham juntos de uma forma articulada e de uma forma incisiva de maneira que os processos não tenham que se prolongar de forma indefinida", disse Graça Machel.

Machel afirma que a corrupção não é só o desvio de dinheiro mais também de comportamentos desviantes.

A corrupção também ganha contornos preocupantes no sector privado pelo que o coordenador do Instituto de Directores de Moçambique David Jorge considera que neste momento a sua instituição está a lidar acções de formação de lideres tanto ao nível do sector público como privado no sentido de dota-los em matéria que previne todos os riscos de corrupção.

"O fundo deste projecto é a criação de capacidade em Moçambique para a minimização dos riscos de corrupção, há quem chame de combate à corrupção, nós estamos a dizer para mitigar os actos de corrupção em Moçambique e fazendo a educação", referiu David Jorge.

O Gabinete Central de Combate já tramitou mais de 1200 processos que vão levar à barra da justiça gestores do sector público e privado, destacando o facto de as províncias de Maputo-Cidade, Nampula e Sofala liderarem o ranking dos casos de corrupção no país.

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