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Governo guineense diz que comunicado do grupo P5 é tendencioso

  • Lassana Casamá

Umaro Sissoco, primeiro-ministro guineense

Grupo P5 é integrado pelas Nações Unidas, União Africana, CEDEAO, União Europeia e a CPLP

O Governo da Guiné-Bissau criticou nesta quinta-feira, 30, a posição do grupo P5 (Nações Unidas, União Africana, CEDEAO, União Europeia e a CPLP) sobre as manifestações pela oposição em que lembrou os políticos que têm uma responsabilidade compartilhada pelo avanço da democracia.

O Executivo de Umaro El Mocktar Sissoco Embaló afirma que a plataforma das organizações internacionais, baseadas em Bissau, deve assumir uma postura de equidistância e isenta de eventuais conotações.

O Governo qualificou a nota do P5 de tendenciosa, sobretudo, quando invoca ser válido o acordo assinado entre o Governo e o Colectivo dos Partidos Políticos aquando da última marcha.

"O comunicado a que se faz alusão é susceptível de interpretações tendenciosa e enganosas", disse o embaixador Alfredo Cristóvão Gomes Lopes.

O posicionamento do Governo guineense ocorre na véspera da chegada de uma delegação de alto nível da CEDEAO ao país em mais um esforço para para ajudar na resolução da actual crise política.

Líbia promete responsabilizar traficantes

Enquanto isso, já no outro desenvolvimento, o Encarregado de Negócios da Líbia na Guiné-Bissau promete hoje à imprensa que os eventuais responsáveis por torturas de migrantes africanos naquele país serão responsabilizados.

Apesar de levantar alguma reserva sobre a veracidade dos factos narrados pela emissora CNN sobre o tráfico humano no seu país, Fathi Mohamed El Tabawi, manifestou-se preocupado com a situação.

"Como embaixada da Líbia na Guiné-Bissau, seguimos com muita preocupação sobre o que foi veiculado e transmitido pelo canal americano CNN, independentemente desta noticia ser verdade ou não", disse o representante da Líbia em Bissau.

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