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Governo demissionário guineense diz que vai travar a aplicação das sanções


Umaro Sissoco, primeiro-ministro demissionário

Executivo diz estranhar que quem bloqueia o Parlamento não tenha sido alvo de sanções

O Governo demissionário da Guiné-Bissau divulgou na quarta-feira, 14, um comunicado no qual considerou de injustas, parciais e insensatas as sanções impostas pela Comunidade de Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a 19 personalidades do país.

O Executivo prometeu lutar contra as sanções que acusou serem da responsabilidade do Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, que foi o mediador da crise política instalada no país desde que o Presidente da República demitiu o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira em Agosto de 2015.

"Não pode haver dois pesos e duas medidas", afirma o comunicado que considera as "uma ingerência ilegítima nas disputas políticas internas".

O Executivo demissionário aponta o dedo à CEDEAO ao dizer que noutros Estados-membros "diariamente são mortos manifestantes indefesos" e os direitos humanos violados.

Os governantes cessantes dizem estranhar que os autores do alegado bloqueio ao Parlamento não terem sido objecto de sanções da CEDEAO.

O actual Governo de gestão aguarda pela formação de um novo Executivo pelo novo primeiro-ministro empossado, Artur Silva, que, no entanto, viu os partidos com assento parlamentar negar o seu convita para formar um novo elenco.

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