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Governo angolano aperta controlo da imprensa, denuncia sindicatos dos jornalistas


O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (STA) denuncia o silêncio cada vez maior da imprensa pública antev casos que afetam colaboradores do Presidente, como recentemente aconteceu com o seu chefe de Gabinete, Eldetrudes Costa, acusado de ter-se beneficiado de contratos milionários com o Estado.

Teixeira Cândido, secretario-geral do STA, cita também o silêncio da imprensa à marcha contra o desemprego realizada no sabado 26, e adverte que com o aproximar das eleições, o perigo é ainda maior.

Angola “aperta” controlo da informação, diz sindicato - 3:16
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Em relação à denúncia de uma suposta sobrefaturação em contratos públicos por uma empresa do braço direito de Lourenço, aquele jornalista lembra que “estamos a falar de uma reportagem com evidências, pelo menos com indícios fortes porque foram exibidos documentos, que dão conta de que a pessoa mais direta do Presidente da Republica está envolvida em possiveis escandalos, por isso não pode ser omitido”.

Teixeira Cândido também manifesta a sua preocupação com “evidências” de que a situação da imprensa pode piorar no país, quando se aproximam as eleições e diz “estar claro que os órgaos vão se fechando mais”.

Recorde-se que, recentemente, a Procuradoria-Geral da República confiscou para o Estado, o grupo Média Nova, a que pertencem a TV Zimbo, Rádio Mais e o jornal O País, bem como a Interactive, Empreeendimentos Multimédia, reúne a TV Palanca, Rádio Global e a Agência de Produção de Programas de Áudio-visual.

Essas empresas têm como fiéis depositárias a Televisão Pública de Angola, a Rádio Nacional de Angola e o Jornal de Angola, todas do Estado.

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