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Governantes devem ouvir as pessoas, defende António Guterres


Secretário-geral afirma haver um aumento de desigualdades e pede contenção aos manifestantes

O secretário-geral das Nações Unidas apelou aos líderes mundiais a ouvirem os problemas reais das pessoas reais e pediu aos manifestantes em todo mundo para seguirem exemplos de não-violência.

António Guterres afirmou em conversa com jornalistas revelada pela AP ser evidente um “défice crescente de confiança das pessoas no sistema político, assim como ameaças crescentes ao contrato social”, embora cada caso seja único.

Para o antigo primeiro-ministro português, “o mundo está também a lutar contra os impactos negativos da globalização e novas tecnologias, que aumentaram as desigualdades nas sociedades”, e alertou que também as pessoas que não protestam “estão a sofrer e querem ser ouvidas”.

A inquietação na vida das pessoas terá, na óptica de Guterres, desencadeado manifestações pelo mundo, cujas motivações devem ser tidas em conta pelos governantes.

O secretário-geral da ONU voltou a defender o respeito pelos direitos humanos e lembrou que as pessoas “querem ter uma palavra a dizer nos processos de decisão que afectam as suas vidas e querem condições de igualdade nos sistemas sociais, económicos e financeiros”.

Do outro lado, Guterres apelou os manifestantes a protestarem sem violência e pediu contenção às forças de segurança que devem respeitar o direito internacional.

“Não pode haver qualquer desculpa para a violência de qualquer parte”, concluiu António Guterres, que citou líderes mundiais que sempre pugnaram pela não-violência e respeito pelos direitos humanos, como Mahatma Ghandi e Martin Luther King Jr

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