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Governante e jornalistas angolanos com leituras diferentes sobre acesso a fontes e rigor


O secretário do Estado da Comunicação Social e jornalistas angolanos têm posições contrárias quanto à abertura das fontes governamentais e o rigor dos profissionais.

Jornalistas debatem profissão em Angola - 2:56
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Num seminário sobre jornalismo e segurança pública organizado pelo Ministério do Interior nesta quarta-feira, 6, em Luanda, o secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, disse haver, nos últimos tempos, um maior rigor e abertura das fontes em Angola.

“Eu sou suspeito para avaliar as fontes porque eu sou uma das fontes, mas comparativamente ao passado pensamos haver maior abertura nas fontes que proporcionar maior rigor”, defendeu o governante.

Em declarações à VOA, à margem do seminário, Francisco Pedro, jornalista há mais de 20 anos da Rádio Nacional de Angola reconhece também que “há mais abertura das fontes, diferente do que acontecia no passado”.

“Sinto também que há um maior rigor dos jornalistas na abordagem dos temas”, sustentou Pedro.

Posição diferente tem Daniel Fernandes, jornalista da Rádio Despertar, que diz enfrentar “dificuldades para obter dados de fontes”, reiterando que “não encontramos aquilo que queríamos”.

Por seu lado, Vasco da Gama, do Correio da Kianda, afirma que “as fontes não oficiais são mais abertas” e que, em termos de rigor, “o jornalismo padece dos vícios da sociedade angolana”.

Refira-se que, no seminário, o Ministério do Interior prometeu avançar com a formação dos seus quadros para melhorar a relação com a classe jornalística.

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