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Forças russas recorrem a mais bombardeios e mísseis de nova geração


Uma fila de carros com pano de fundo prédios residenciais destruídos pelo conflito Ucrânia-Rússia. Residentes tentam sair da cidade portuária de Mariupol, Ucrânia, 17 Março, 2022.

Oficiais militares russos disseram no sábado, 19 de Março, que dispararam mísseis hipersónicos pela primeira vez na Ucrânia para atingir o que eles disseram ser um local subterrâneo de armazenamento de armas no oeste do país.

Os mísseis Kinzhal são tão rápidos que devem ser capazes de evitar a detecção pelos sistemas de defesa e, ao anunciar o desenvolvimento dos mísseis em 2019, o Presidente russo Vladimir Putin descreveu-os como "invencíveis".

"O sistema de mísseis de aviação Kinzhal com mísseis aerobalísticos hipersónicos destruiu um grande armazém subterrâneo contendo mísseis e munição de aviação na vila de Deliatyn, na região de Ivano-Frankivsk", disse o Ministério da Defesa russo no sábado.

O ataque foi na sexta-feira, mas a alegação russa não foi verificada de forma independente. Oficiais militares ucranianos dizem que o uso dos mísseis Kinzhal destaca ainda mais como a Rússia falhou em cumprir os objetivos estratégicos do campo de batalha com forças terrestres convencionais e está a intensificar tanto o bombardeio indiscriminado de infraestrutura civil quanto o uso de ataques de alta precisão para tentar aterrorizar a Ucrânia e quebrar a sua vontade de resistir.

O Estado Maior das Forças Armadas da Ucrânia disse no sábado que a Rússia realizou 14 ataques com mísseis e 40 ataques aéreos contra alvos, principalmente civis, em toda a Ucrânia nas últimas 24 horas.

Eles também reconheceram as alegações russas de que seus soldados entraram no centro da cidade portuária sitiada de Mariupol, no sul da Ucrânia, que foi bombardeada e passou fome por dias num cerco que deixou a cidade de 300.000 habitantes com pouca comida, água e sem eletricidade e internet.

Corpos foram deixados nas ruas ou cobertos em varandas. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse no sábado que a cidade está a passar pela "maior provação da sua história, na história da Ucrânia".

O presidente da câmara de Mariupol, Vadym Boichenko, pareceu confirmar as alegações russas de uma penetração nas profundezas da cidade, dizendo que os bombardeios estavam a acontecer perto de onde ele estava abrigado.

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Com Mariupol aparentemente à beira da queda, o Estado-Maior reconheceu que perdeu o acesso ao Mar de Azov "temporariamente" porque as forças russas conseguiram apertar o controle em torno de Mariupol.

Mas enquanto as forças russas fazem algum progresso no sul do país, ainda que de forma hesitante, elas permanecem paralisadas no norte do país e podem ter desistido por enquanto de tentar entrar em Kyiv.

Soldados ucranianos procuram corpos nos escombros de uma escola militar atingida por rockets russos no dia anterior, em Mykolaiv, sul da Ucrânia, em 19 de Março de 2022.
Soldados ucranianos procuram corpos nos escombros de uma escola militar atingida por rockets russos no dia anterior, em Mykolaiv, sul da Ucrânia, em 19 de Março de 2022.

Imagens de satélite divulgadas pela Maxar Technologies, uma empresa de tecnologia espacial e observação da Terra, parecem mostrar os russos a construir trincheiras perto das aldeias de Ozera, Zdvyzhivka e Berestyanka, a noroeste de Kyiv, e ao redor da Base Aérea de Antonov.

As trincheiras podem estar lá para proteger contra os contra-ataques ucranianos, dizem autoridades ocidentais, depois de uma série de bem-sucedidos, conduzidos principalmente à noite, nos últimos dias, que empurraram as unidades russas para o noroeste e leste de Kyiv.

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O Instituto de Estudos de Guerra, um think tank com sede em Washington que monitora o campo de batalha em mudança, acredita que, além dos ganhos territoriais em torno de Mariupol, as forças russas não obtiveram grandes ganhos terrestres e que as unidades invasoras provavelmente estão a ser engolidas pelo moral e problemas de abastecimento.

Mas oficiais de defesa ocidentais e estrategas militares independentes levantam preocupações sobre uma manobra no campo de batalha que os russos podem tentar, alertando que as forças russas podem tentar arquitectar um movimento de pinça visando Dnipro no rio Dnieper despachando forças a sudoeste de Kharkiv e nordeste de Kryvyi Rih.

Se eles conseguirem realizar tal manobra, isso encurralaria uma grande parte das forças terrestres ucranianas que actualmente estão a conter as forças russas em Donetsk e Luhansk, dizem estes oficiais.

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