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Fome aumenta no mundo


Uma mulher apanha grãos de sorgo do chão depois do Programa Alimentar Mundial ter deixado cair sacos deste grão na cidade de Kandak, Sudão do Sul. 2 de Maio 2018.
Uma mulher apanha grãos de sorgo do chão depois do Programa Alimentar Mundial ter deixado cair sacos deste grão na cidade de Kandak, Sudão do Sul. 2 de Maio 2018.

Documento da ONU indica que crises em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau foram afectadas pelas mudanças climáticas

Cerca de 821 milhões de pessoas passam fome no mundo e Angola, Moçambique e Guiné-Bissau encontram-se entre os países africanos onde as mudanças climáticas foram uma das causas das crises alimentares que enfrentaram em 2017.

A revelação está num estudo apresentado nesta terça-feira,11, em Roma pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que indica um aumento para níveis de há 10 anos do número de pessoas afectadas pela fome, com maior incidência em África e na América do Sul.

O documento denominado Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018 (SOFI, nas siglas em inglês) faz uma avaliação pessimista da situação e coloca ênfase no facto de os objetivos para a erradicação da fome em 2030 estarem em risco, face ao crescimento da situação de fome, que atingiu 821 milhões de pessoas em 2017, ou seja, uma em cada pessoas do mundo.

O SOFI 2018 destaca que a segurança alimentar e a nutrição são tanto mais afetadas quanto maior for o grau de exposição e a vulnerabilidade dos países aos choques provocados pela variabilidade e extremos climáticos.

A variabilidade do clima, que afecta os padrões da chuva e as estações, bem como extremos climáticos como secas e inundações estão entre as principais causas do aumento da fome, além dos conflitos e abrandamentos económicos", considera a FAO.

No caso dos países lusófonos, Angola viu-se afectada por períodos de seca e baixa pluviosidade, a Guiné-Bissau enfrentou o início tardias das estações e inundações e Moçambique teve de enfrentar secas, inundações e tempestades, entre choques climáticos).

O relatório, elaborado por cinco agências da ONU, com a coordenação da FAO, considera que o número de países mais expostos a fenómenos extremos passou de 83% no período de 1996-2000 para 96% em 2011-2016.

Em termos de intensidade (diferentes fenómenos extremos num período de cinco anos), 36% dos países estiveram expostos a três ou quatro tipos de incidentes (calor extremo, seca, inundações ou tempestades) entre 2011-2016, o dobro do período anterior.

Das 821 milhões de pessoas com fome registadas em 2017, cerca de 256 milhões viviam em África.

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