Links de Acesso

Federação dos Sindicatos da Educação e Cultura dá crédito à greve dos professores

  • João Marcos

José Joaquim Laurindo

José Laurindo considera que presença do líder da UNTA-CS, Manuel Viage, no Comité Central do MPLA não fragiliza a central

A Federação dos Sindicatos da Educação e Cultura em Angola, que não participou na grede dos professores de Abril, admite que a paralisação tenha mexido com o Governo, mas salienta que não se sente fragilizado.

No termo de uma sessão sobre a avaliação das reivindicações no sector, realizada em Benguela, onde estiveram presentes representantes de várias províncias, a Federação deu mérito aos Sindicatos dos Professores e dos Trabalhadores do Ensino não Universitário.

O presidente da Federação, José Laurindo, reconhece que a greve pode ter acelerado o processo que culminará com o pagamento de subsídios, mas reafirma que, em plena fase de negociações, os seus filiados não devem nunca cruzar os braços.

“É verdade que o que se pediu foi respondido, mas não resolvido ainda. Há, isto sim, indicadores de que aos subsídios existentes poder-se-á adicionar outro. Se é vitória, é para todos, não é justo tirar mérito aos que fizeram. Mas nós, temos dito, descartamos qualquer paralisação neste ano lectivo’’, realça Laurindo.

Contrariando posições ouvidas em vários segmentos da sociedade, José Laurindo considera que a presença do secretário-geral da UNTA-CS, Manuel Viage, no Comité Central do MPLA não fragiliza a maior central sindical do país.

“Nós somos uma Federação com sindicatos independentes e autónomos, não é este facto (Manuel Viagem) que nos inibe de fazer greve. Fazemos quando for necessário. Eu também já estive à beira do Comité Central, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra’’, esclarece o presidente da Federação dos Sindicatos da Educação e Cultura, que reitera a necessidade de greve apenas quando existirem motivos para tal.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG