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Familiares de activistas angolanos assassinados consideram idemnização de irrisória


Estado angolano teria prometido pagamentos mensais aos familiares de de Alves Kamulingue e Isaías Cassule

Os familiares dos activistas angolanos Isaías Cassule e Alves Kamulingue dizem que a recente indeminização de quatro milhões de kwanzas é irrisória e viola uma promessa anterior do Governo.

Os dois activistas foram assassinados por agentes do Estado angolano em 2012 e desde que a sua culpabilidade ficou provada os familiares têm procurado obter ajuda e indemnizações por parte do Governo

Familaires de Cassule e Kamulingue dize que estado violou promessa - 1:46
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Jerónimo Cabral, tio de Alves Kamulingue, disse que as duas famílias estão a discutir meios de tentarem força a aplicação de uma promessa de 300 mil kwanzas mensais.

Familiares de Cassule e Kamulingue
Familiares de Cassule e Kamulingue

"Onde está essa garantia? Alguém bloqueou a pretensão do Estado e deixou as famílias a sofrer durante estes seis anos”, disse.

“Nós queremos descobrir quem é essa pessoa que bloqueiou a garantia dada pelo estado angolano", acrescentou Jerónimo Cabral.

David Mendes, advogado da associação “Maos Livres” cujos advogados assistem as famílias de Cassule e Kamulingue, classifica de “barbaridade” o que Estado pagou pelo assassinato dos dois activistas.

"O Estado que mata dois cidadãos e manda indemnizar com quatro milhões de Kwnzas é uma barbaridade”, defendeu Mendes, lembrando que é o "mesmo Estado que manda indemnizar um director de uma empresa por milhões milhões e meio de kwanzas só porque um sindicalista o tratou de incompetente".

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