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Experiência brasileira pode ajudar angolanos a combater a seca

  • Teodoro Albano

Huíla enfrenta seca há cinco anos

Organizações da sociedade civil procuram experiências de sucesso

A experiência da região nordeste do Brasil na agricultura familiar perante a escassez de água derivada das alterações climáticas poderá ser implementada em breve na província angolana da Huíla.

Esta ideia ficou patente durante uma acção formativa promovida pela Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente, (ADRA) em parceria com a organização não governamental Ajuda da Igreja da Noruega que tem experiência recolhida de parceiros no Brasil.

O facto de algumas famílias naquele país da América Latina terem desenvolvido a prática da agricultura com algum sucesso, apesar da adversidade do clima semi-árido, é uma experiência a ter em conta, de acordo com Stephanie French, da Ajuda da Igreja da Noruega em Angola.

“Eles têm um clima muito parecido, o semi-árido, que já está a experimentar as mudanças climáticas e já há lições aprendidas das técnicas que podem ajudar as famílias e as comunidades a ter melhor resiliência ao clima e as mudanças climáticas”, explicou French

A ADRA receia que 2017 seja mais um ano difícil para algumas comunidades agro-pastoris na região sul de Angola, face à irregularidade das chuvas, situação que se repete praticamente nos últimos cinco anos.

O director da organização na Huíla e Cunene, Simione Justino Chiculo, lamenta o facto de o país não estar preparado para lidar com as alterações climáticas, apesar do fenómeno se repetir ano após ano.

“É por esta razão que trazemos a experiência de uma região do Brasil que vive uma situação semelhante, mas o efeito negativo já não é na dimensão da nossa situação”, disse Chiculo.

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