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Ex-deputado da Renamo condenado por recrutamento clandestino


Sandura Ambrósio (com a máscara no queixo) durante o julgamento

Sandura Ambrósio, ex-deputado da Renamo, foi condenado, hoje, 8, pelo Tribunal Judicial Distrital de Dondo, a cinco anos de prisão com pena suspensa, por recrutamento clandestino.

Ex-deputado da Renamo condenado por recrutamento clandestino
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Ambrósio e outros cinco réus eram acusados de crimes contra a segurança de Estado, por alegado envolvimento no recrutamento de homens para as fileiras da autoproclamada Junta Militar da Renamo, de Mariano Nhongo.

O tribunal conclui que o recrutamento feito pelo ex-deputado não tinha ligação direta ao grupo de Nhongo.

Outros quatro suspeitos tiveram as mesmas penas, e o sexto elemento foi absolvido por insuficiência de provas no alegado recrutamento clandestino.

O juiz da causa, Carlitos Teófilo, além do imposto máximo de justiça, ordenou a cada um dos condenados a pagar uma multa de 175 mil meticais (cerca de 2.430 dólares norte americanos) a favor do Estado.

Entretanto, Sandura Ambrósio, que era apontado como o financiador da autoproclamada Junta Militar da Renamo, reitera a sua inocência, insistindo que foi alvo de uma perseguição política.

“Agradecer o Ministério Publico e ao Tribunal por sabiamente, embora sendo um processo mediático e politico, mas eles souberam julgar não pela aparência política, mas julgar como deve ser”, disse Sandura Ambrósio, também proprietário de uma empresa de segurança.

Perseguição interna para calar os seguidores de Afonso Dhlakama.

António Bauase, tido como o recrutador para o grupo rebelde, defendeu hoje que o processo a que foi alvo foi movido por “um poder” no seio da Renamo, sugerindo uma perseguição interna para calar os seguidores do líder histórico Afonso Dhlakama.

“Eu quero ainda aqui dizer de viva voz, que nós os membros da Renamo, estamos a passar por essa situação, porque o partido não tem presidente, o partido ficou órfão do líder” disse António Bauase, um antigo dirigente da Renamo em Marroumeu.

O líder dissidente da Renamo, Mariano Nhongo, em declarações a VOA em agosto classificou o julgamento como uma farsa, para atingir fins políticos daqueles, que discordavam com a atual liderança da Renamo e negou a participação e o financiamento do grupo.

Os três recrutas, o recrutador e o financiador foram julgados num processo que iniciou em Janeiro, após a detenção de suspeitos que iam integrar a autoproclamada Junta Militar da Renamo em Sofala e Zambézia, no centro de Moçambique, tendo sido arrolados os nomes de outros deputados e antigos deputados da Renamo.

Ambrósio era o único ex-deputado da Renamo preso, de todos os deputados e antigos deputados da Renamo arrolados como suspeitos de terem ligação e financiar a autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, um antigo estratega militar de Afonso Dhlakama.

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