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Estados Unidos registam maior perda de empregos desde 2009


A economia americana pos fim abruptamente a um ciclo consecutive de 113 meses de crescimento do emprego, à medida que ações rigorosas para controlar a pandemia do coronavírus fecham empresas e fábricas, o que é praticamente uma recessão.

"A economia caiu no abismo", classifica Chris Rupkey, economista-chefe do banco MUFG em Nova Iorque.

"Para todos os lugares que você olha, Washington e os governos estaduais não estavam preparados para a rápida disseminação do vírus e os danos devastadores que seriam causados à economia se as empresas fossem fechadas e os trabalhadores enviados para casa", afirma.

O Ministério do Trabalho informou nesta sexta-feira, 3, que os empregadores cortaram 701 mil empregos no mês passado, depois de terem criado 275 mil em dado revisto em fevereiro.

Em consequência, a taxa de desemprego disparou para 4,4 por cento, depois de, em fevereiro, a taxa ter chegado ao seu mellhor nível em 50 anos, em 3.5 por cento.

Esta é a maior perda de empregos desde março de 2009, quando a crise financeira afundou as economias mundiais.

O número de postos de trabalho perdidos na maior economia do mundo ficou bem acima do esperado pelo mercado.

Pesquisa da Reuters feita junto de economistas indicou que a previsão era de houvesse cortes fora do setor agrícola de 100 mil empregos no mês passado, interrompendo uma série recorde de ganhos de emprego desde outubro de 2010.

A previsão apontava para um desemprego de 3,8 por cento.

O relatório desta sexta-feira reflete apenas parte dos impactos económicos provocados pelo coronavírus.

O salto do desemprego, porém, pode aguçar as críticas ao tratamento da crise da saúde pública por parte do Governo Trump, com o próprio Presidente enfrentando críticas por minimizar a ameaça da pandemia em suas fases iniciais.

Os dados indicam um recorde de 10 milhões de americanos a procurer auxílio-desemprego em apenas duas semanas.

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