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Estado moçambicano prepara-se para deixar empresas que não produzem


Economista adverte que país não tem "boa" história de privatizações

Um total de 29 empresas participadas pelo Estado moçambicana não estão em condições de operar, revela o Instituto de Gestão das Empresas Participadas pelo Estado (IGEPE) que estuda medidas para que elas deixem de ser um encargo para o Estado.

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, pediu aos gestores daquelas empresas que sejam competitivas e deixem de depender de subsídios estatais para a sua sobrevivência.

"São fundamentalmente empresas que resultam do primeiro processo de privatização que ao longo de mais de 20 anos e não faz sentido que elas continuem a fazer parte da carteira", disse Raimundo Matule do IGEPE.

Para o analista e economista Thomás Selemane, a alternativa para fazer face aos prejuízos e a crise que o país atravessa é a melhoria da gestão das empresas.

"Há algumas dessas empresas, como por exemplo a Electricidade de Moçambique, que é uma empresa que com todo potencial que tem não tem o nível de receitas que se espera, não dá o dinheiro que o Estado poderia receber se a empresa fosse gerida com critérios de gestão de transparência e prestação de contas, como se gere uma empresa em qualquer parte do mundo", disse Tohmas Selemane.

Em relação ao processo de privatização, Selemane recomenda ações para que o processo seja transparente a começar pelo estudo de situação actual de cada uma.

"O estudo primeiro, segundo o processo de privatização de forma mais transparente possível, terceiro separação de papéis entre os diferentes actores que vão intervir no processo, quarto tem que se garantir que a privatização seja privatização de facto e que permita entrada de dinheiro nos cofres do Estado”, sustenta aquele economista lembrando que Moçambique tem uma história de privatizações mal feitas, cujas empresas vendidas não deram qualquer dinheiro ao Estado.

O sector empresarial do Estado moçambicano é composto actualmente por 13 empresas públicas, 99 participadas e duas estatais, sendo 45 viáveis de entre as participadas pelo Estado e estando outras em processo de alienação, liquidação e dissolução.

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