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Estado Islâmico usa 100 mil civis como escudos humanos em Mosul, diz a ONU


Mosul, Maio, 2017.

A Organização das Nações Unidas calcula em mais de 100 mil o número de civis iraquianos retidos na área sob controlo do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na parte antiga de Mossul, norte do Iraque.

"Mais de 100.000 civis podem estar retidos na área antiga... Estes civis são usados essencialmente como escudos humanos", afirmou o Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados no Iraque, Bruno Geddo, em Genebra.

A AFP reporta que as forças iraquianas prosseguem os combates para tentar retomar do EI a área antiga de Mossul. A cidade, conquistada pelos jihadistas em meados de 2014, se tornou o reduto do grupo no Iraque.

Geddo explicou que o EI capturou civis fora de Mossul e os forçou a seguir para a área antiga.

"Sabemos que o EI pegou muitos civis que tentavam fugir dos combates", disse.

Desde o início da ofensiva contra Mossul, em outubro do ano passado, 862.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas, mas 195.000 retornaram depois das forças iraquianas reconquistaram a zona leste da cidade.

No total, 667.000 civis de Mossul continuam afastados de suas residências e moram com famílias de acolhida ou nos 13 acampamentos para refugiados criados pela ONU.

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