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Especialistas pedem medidas urgentes para "salvar" a LAM

  • Ramos Miguel

Companhia de bandeira em dificuldades

Filipe Nyusi prometeu soluções que tardam em aparecer

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi prometeu, em Abril, intervir na empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) para que "quebrar o mito de que somos bandeira”, sublinhando que "podemos negociar para a bandeira ser de qualidade, caso não, vamos rebentar".

Alguns analistas defendem que era importante que fosse reflectido, com urgência, qual o melhor modelo em que a companhia LAM deve continuar a funcionar, para evitar que se agrave ainda mais a sua situação financeira da empresa.

Aliás, afirma que, que por esta altura, já devia ter sido feita alguma intervenção na empresa, dada à gravidade da situação, exacerbada pelo seu elevado endividamento.

Privatização ou reestruturação

Há quem considere que a privatização da companhia não é a melhor solução, mas o economista António Francisco defende que o princípio que devia ser prevalecido é o de não ficar com a empresa apenas por uma questão de dizer que a LAM é uma empresa de bandeira.

Francisco afirma que "não privatizar numa situação em que se privatiza o benefício mas mantém público o custo, isso também não seria uma modalidade útil para a sociedade".

Para aquele economista, "tudo aquilo que seja um arranjo em que a empresa passa a trazer mais benefícios, e, certamente, não seriam benefícios no sentido especulativo, são benefícios no sentido de garantir que a empresa possa manter-se viável e contribua para as receitas do país, eu acho que essa devia ser a lógica da reforma da LAM e de outras empresas públicas."

Ainda não foi anunciado o modelo a ser adoptado em relação à companhia, mas observadores dizem que seja qual for esse modelo, "vai ser necessário redimensionar a força de trabalho, porque há muita gente a ganhar uma fortuna numa empresa tecnicamente falida".

Outros questionam por quê ter mais de 700 trabalhadores numa empresa que não tem mais de 10 aviões e salientam ser necessário que o Governo "tome medidas radicais, incluindo a substituição das pessoas que nada têm a ver com a empresa".

Há especialistas que acreditam que uma eventual privatização da companhia ajudaria o país, mas para além disso, é preciso também liberalizar o espaço aéreo.

Entretanto, Presidente Filipe Nyusi diz que isso vai resolver problemas do povo, soluções que, entretanto, não aparecem.

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