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Especialista vê necessária intervenção militar no Rio de Janeiro


Militares, Rio de Janeiro (arquivo, 2017).

Luiz Flávio Sapore: "A deterioração da criminalidade e da violência na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana já vem acontecendo há muitos anos em função da falência fiscal que atingiu todo o estado como um todo".

O decreto presidencial para que haja uma intervenção militar temporária na segurança pública no estado do Rio de Janeiro apenas será efectivo se o interventor tomar medidas concretas e para começar a mudar o actual cenário caótico.

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Essa é a avaliação do especialista em segurança pública Luiz Flávio Sapore, que entende que a decisão tomada é necessária:

“A intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é uma medida drástica, mas absolutamente necessária. A situação de descontrole na cidade atingiu patamares inadmissíveis. Não é apenas em função das últimas imagens e dos eventos absurdos ocorridos no carnaval. A deterioração da criminalidade e da violência na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana já vem acontecendo há muitos anos em função da falência fiscal que atingiu todo o estado como um todo. O atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, não tem mais controle das forças policiais, do sistema prisional, de alguma maneira, de todo o aparato de segurança pública”.

O especialista sinaliza o que deve ser feito a partir de agora para que os índices de violência sejam reduzidos no Rio de Janeiro:

“É uma medida que de alguma maneira pode contribuir para diminuir a atual crise desde que o interventor tome medidas concretas e efetivas e que possa, de alguma maneira, preparar o terreno para uma mudança estrutural da segurança pública no Rio de Janeiro nos próximos anos. Essa intervenção na prática vai significar certamente uma maior ostensividade das forças armadas, mas ela deve ser fundamental para que esse interventor faça uma ação direta contra a corrupção do sistema policial do Rio. Ela deve resgatar a motivação dos policiais, toda a operacionalidade da polícia, a capacidade de uma investigação policial e, de alguma maneira, estruture uma força tarefa com o Ministério Público e o judiciário estaduais para combater o crime organizado. Sem essas medidas mais estruturantes essa intervenção será inócua”.

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