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Moçambique: Escoltas militares continuam, apesar de trégua

  • André Baptista

Estrada N1 Save-Muxúnguè, Sofala, Moçambique

Comandos provinciais de Manica e Sofala irão analisar a situação de segurança.

As escoltas militares obrigatórias a colunas de viaturas nos três troços das principais estradas do centro de Moçambique continuam activas, apesar da trégua militar entre as forças governamentais e a Renamo, iniciada hoje.

Os automobilistas tiveram que enfrentar colunas escoltadas por blindados do exército e viaturas de avanço da polícia no troço da N7, entre Vanduzi e Changara, em Manica e Tete.

Na N1, nos troços Save-Muxungue e Nhamapadza-Caia, na provincia de Sofala, as forças governamentais continuaram a escoltar as viaturas.

Trata-se da principal estrada do país e palco de confrontos entre o Exército e forças da Renamo.

Elias Trigo, transportador, disse que “tivemos que fazer escolta hoje de Manica para Tete, com a demora de sempre".

Outro automobilista contou à VOA que foi obrigado a esperar sete horas para uma segunda escolta da tarde, depois de perder a matinal, porque julgava que não haveria escolta.

“Nas redes sociais desde ontem avisavam que já não há escoltas, por causa da trégua de uma semana, por isso fui andando a vontade de Tete para Chimoio, mas já no terreno, percebi que precisa sim da escolta”, disse Dário Sergio, um morador de Tete.

A Polícia de Sofala e Manica garantiu que as escoltas continuam activas, estando dependente da decisão do colectivo dos comandos provinciais, que estão ainda a analisar a situação de segurança.

Elsidia Filipe, porta-voz do comando da Polícia de Manica, disse que o colectivo do comando da Policia devera se reunir na quinta-feira, 29, para decidir sobre as escoltas, ou seja, quando faltarem cinco dias, para o fim da trégua de uma semana.

Por sua vez Sididi Paulo, oficial de imprensa no comando da Policia de Sofala disse que “ainda não há informação contraria. As colunas ainda existem”.

A trégua foi anunciada, ontem, 27, pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tendo assegurado que os moçambicanos poderão circular livremente nas estradas do centro do país.

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