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Enterro de Wiza levanta questões sobre apoio às artes


Angola wiza enterro

Viúva diz que cantor teve "fama sem proveito"

Foi a enterrar na passada sexta-feira 10 de Maio, no Cemitério do Benfica o Cantor Angolano Wiza, falecido na passada sexta-feira, 05 de Maio, no hospital Josina Machel vítima acidente vascular cerebral.

Diante da dimensão que o artista atingiu em Angola e no mundo a Esposa Esperança Bernardo- Preta, acha que o esposo teve uma fama sem proveito.

E a prova é a ausência de algum representante do Ministério da Cultura no local do velório ou até mesmo no cemitério.

Preta como era tratada carinhosamente pelo esposo Wiza, disse sentir-se encurralada sem saber o que fazer agora que o marido morreu. “ Vivo numa casa arrendada com dois meses por habitar nela. O meu filho estuda num colégio. Eu não trabalho sinto-me perdida”, disse.

Muita gente que acompanhou Wiza atém a última morada teve momentos de contacto com o cantor do ponto de vista de amizade e trabalho Pedro Sumbo é jornalista, acha que a morte do artista “talvez fosse evitada se os artistas tivessem um plano de saúde”.

E a actriz e activista social Raquel da Lomba também defende um plano de saúde para os artistas.

Os fazedores de arte no país devem ser mais valorizados”, disse

O cantor de fama nacional e Internacional Gabriel Tchiema acha que muitos artistas angolanos são tratados de forma desprezível pelas instituições culturais do estado.

“Casocontrário o Ministério da Cultura marcaria presença nas exéquias fúnebres do Wiza”, afirmou

O cantor “Wiza”, de 37 anos de idade, nasceu na província do Uíge e veio com sua mãe à Luanda, em 1984, devido a guerra.

Wiza trouxe consigo as recordações da vida no campo, amor, música, costumes religiosos e a saudade da terra que ficou longe. De sua mãe, que fabricava e tocava kissange, Wiza herdou o gosto e aperfeiçoou a técnica desse instrumento musical angolano.

Wiza conquistou espaço nas rádios de Luanda, com o tema “Mpasi” que significa sofrimento.

Entre os seus discos mais conhecidos destacam-se “África Yaya” e “Bakongo”.

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