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Empresários e autoridades de Malanje querem "evitar" ruptura de produtos em 2018


Malanje, Angola

Economista falta em má gestão de stocks e burocracia dos bancos

Malanje pode enfrentar a falta de produtos alimentares e serviços a partir de Abril de 2018 devido a várias factores, entres eles a má gestão de stock e a burocracia do sistema bancário.

O empresário Anderson Sebastião Macanzo recorda que no ano passado houve falta de alimentos da cesta básica, mas agora estão a equacionar fórmulas para evitar essa situação.

“Estamos a nos preparar com uma gama de produtos, mas já temos reserva para a quadra festiva, e já temos um stock para o primeiro trimestre de 2018, como arroz, óleo, fuba, açúcar e água”, disse.

O economista Mateus Vunge, no entanto, acredita que a má gestão de stocks e a burocracria do sistema bancário angolano contribuem para a actual crise.

“A nível de Malanje nós podemos destacar que há uma insuficiência, por que não há uma gestão eficaz do stock e essas dificuldades depois resultam na escassez de divisas, e essa escassez é resultado de uma burocratização a nível nacional e a nível local”, disse, justificando “que não disponibiliza divisas necessárias para os grossistas, para os importadores terem as mercadorias, e consequentemente abastecer no mercado local”.

Além do consumismo da quadra festiva, Vunge acrescenta que os canais de distribuição dos produtos, desde a origem à mesa do consumidor, conhecem inúmeros obstáculos, que juntam-se à ausência de produção nacional.

“Nós estamos perante um problema estrutural e económico que deve ser resolvido o mais rápido possível, porque estamos numa quadra festiva e há tendência de aumentar o consumo por quê? Porque as pessoas também vão aumentar o seu rendimento”, precisou.

A Direcção do Comércio, Hotelaria e Turismo está a tratar dos mecanismos de fiscalização de preços para evitar a especulação que é punível por lei.

“Nós temos a própria lei que orienta os preços como é que devem ser estabelecidos, com base nela”, referiu, aludindo que “não é a primeira vez que trabalhamos com eles, muitos deles estão implantados em Malanje há muitos anos e já sabem que o preço está em conformidade com a lei”, admitiu, alertando para “chamadas margens de comercialização de que devem abdicar, tanto o grossista ou o retalhista”.

O governador Norberto dos Santos reuniu-se com empresários e instituições para debater esta provável escassez de produtos em Malange no próximo ano.

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