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França: Emmanuel Macron é reeleito e apresenta um discurso de união e reconciliação


Brigitte Macron (esq) e Emmanuel Macron (dir) celebram reeleição do Presidente francês, Campo de Marte, Paris, 24 Abril 2022

Líderes mundiais saúda, vitória sobre candidata da exterma direita Marine Le Pen

Com um discurso de união e reconciliação, o Presidente francês, Emmanuel Macron, assinalou a sua vitória na segunda volta das eleições neste domingo, 24.

Com 97 por cento dos votos contabilizados, Macron conseguiu 57.4% contra 41, 5 de Marine Le Pen, pela segunda vez consecutiva.

"De agora em diante, não sou mais o candidato de um campo, mas sim o Presidente de todos", disse Macron durante o seu discurso de vitória, na Torre Eiffel, em Paris, ao lado de adolescentes e jovens.

Ele disse ter consciência que a escolha por ele o torna depositário do apego à República, afirmou que o “silêncio” dos eleitores que não votaram também tem significado e que precisa “governar para todos em volta, e a raiva e os desentendimentos precisam encontrar respostas”.

Ao falar aos eleitores que votaram na candidata da extrema direita, Macron reconheceu que “a revolta e o desacordo levou-os a votar a favor desse projecto, o que nos obriga a encontrar uma resposta”.

“Temos de responder eficazmente à indignação que foi manifestada", prometeu, sublinhando estar "consciente do que este voto obriga para os anos vindouros".

Quando ao futuro, ele disse que os eleitores escolheram um projecto ambicioso.

"Um projecto europeu, social e ecológico, baseado no trabalho e na criação”, destacou o Presidente reeleito, indicando os principais pontos do seu mandato.

Emmanuel Macron concluiu que “os próximos anos não serão certamente tranquilos, mas serão históricos.

Le Pen aceita e Joe Biden felicita Macron

Menos de 15 minutos depois da divulgação das projecções, Marine Le Pen aceitou a derrota e afirmou que o resultado ainda é uma vitória para o seu movimento político.

Em Washington, o Presidente americano felicitou o seu colega francês Emmanuel Macron e disse que seus dois países continuarão a cooperar para "defender a democracia".

"Estou ansioso para continuar nossa estreita cooperação, especialmente para apoiar a Ucrânia, defender a democracia e combater as mudanças climáticas", escreveu Joe Biden no Twitter, destacando o mais antigo "parceiro-chave" dos Estados Unidos.

"Esperamos continuar nossa estreita cooperação com a França em desafios globais, fortalecendo nossa longa e robusta aliança e amizade", acrescentou na mesma rede social o ministro das Relações Exteriores dos EUA, Antony Blinken.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros líderes mundiais saudaram a vitória de Emmanuel Macron, que, segundo observadores, representa um alívio e uma esperança contra o avanço da extrema direita na Europa e no mundo.


Numa mensagem no Twitter, o Presidente da Ucrânia, em francês, felicitou Emmanuel Macron, considerando-o "um verdadeiro amigo da Ucrânia".

"Desejo-lhe mais sucesso para o bem do povo. Agradeço seu apoio e estou convencido de que estamos a caminhar juntos em direção a novas vitórias. Rumo a uma Europa forte e unida!", declarou.

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