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Eleições Americanas: "Não deixem os democratas fazerem com a América o que fizeram com Nova Iorque", Rudy Giulianni


Rudy Giuliani ex presidente da câmara de Nova Iorque discursa na última noite da Convenção Republicana. 27 agosto, 2020

Horas antes do Presidente Donald Trump fazer o seu discurso de aceitação da nomeação republicana em frente a uma grande multidão no Jardim Sul da Casa Branca na noite quinta-feira, 27 de agosto, precederam-lhe vários apoiantes que alertaram para uma América sem lei e perigosa se Joe Biden vencer as eleições de novembro.

Com o país a sofrer com a pandemia de coronavírus e uma onda de protestos anti-racismo, vários oradores na quinta-feira argumentaram que os líderes democratas estaduais e municipais, e não o governo Trump, eram os culpados pelo conflito racial que tem convulsionado cidades americanas, incluindo Kenosha, Wisconsin, onde esta semana a polícia disparou e paralisou um homem negro.

Os ataques contra os democratas vieram em todas as vertentes e esferas, como seria de esperar nesta última noite da Convenção Republicana, na qual falaram vários ex apoiantes do partido democrata e na qual o partido republicano apostou em grande em testemunhos de pessoas negras, que defenderam que o Presidente não é racista, na sequência das manifestações Black Lives Matter em resposta à brutalidade policial nos Estados Unidos.

O ex presidente de Câmara de Nova Iorque, Rudy Giuliani, amigo do Presidente Trump, acusou o candidato Joe Biden de aceitar apelos para "desmantelar a polícia", uma posição que o ex vice-presidente rejeitou.

Giuliani disse ainda que "uma votação em Biden e nos democratas cria o risco de se trazer essa ilegalidade para a sua cidade, para o seu subúrbio", acusando ainda os democratas de serem responsáveis pelo crime em Nova Iorque: "Hoje a minha cidade está em choque, assassinatos, crimes violentos (...) Não deixem os democratas fazerem com a América o que eles fizeram com Nova Iorque".

Biden retrucou no Twitter, escrevendo: "Quando Donald Trump diz que hoje à noite você não vai estar seguro na América de Joe Biden, olhe ao redor e pergunte-se: Quão seguro você se sente na América de Donald Trump?"

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A decisão de Trump de falar do Jardim Sul da Casa Branca para uma multidão de mais de 1500 pessoas atraiu críticas de que ele estava a usar a residência oficial para fins partidários e ignorando o risco de transmissão do coronavírus.

A multidão, sentada em cadeiras brancas a centímetros de distância, mostrou poucas evidências de distanciamento social ou máscaras faciais, apesar das recomendações de especialistas em saúde. O coronavírus fez com que ambos os partidos políticos reduzissem suas convenções e tornassem os eventos virtuais.

A campanha de Trump disse que tomou as precauções de saúde adequadas.

Enquanto o evento acontecia no jardim da Casa Branca, do lado de fora, na Black Lives Matter Plaza ouviam-se melodias e cânticos de um grupo de centenas de manifestantes anti-Trump ali reunidos.

Nação tomada de assalto

Mais de 180 mil pessoas morreram nos Estados Unidos devido ao coronavírus - mais do que qualquer outro país, de acordo com uma contagem da Reuters.

Em Kenosha, Wisconsin, a relativa calma voltou após três noites de conflito civil, que incluiu fogo posto, vandalismo e duas mortes causadas por vigilante branco de 17 anos, membro de uma milícia.

Kenosha acontece três meses depois do caso George Floyd, um negro americano que foi morto por um polícia branco que se ajoelhou sobre o seu pescoço, em Minneapolis, a 25 de maio.

Trump, um ex empresário do ramo imobiliário, de Nova Iorque, está a tentar reverter uma campanha de reeleição que foi em grande parte ofuscada por uma crise de saúde que deixou milhões de americanos desempregados.

Embora o seu índice de aprovação entre os eleitores republicanos permaneça alto, a dissidência está a aumentar dentro do partido. Em três cartas abertas publicadas na quinta e na sexta-feira, Biden obteve o apoio oficial de mais de 160 pessoas que trabalharam para o ex-presidente republicano George W. Bush ou para os ex-candidatos presidenciais republicanos Mitt Romney e John McCain, relataram os jornais New York Times e o Politico.

No início desta semana, 27 ex-legisladores republicanos endossaram Biden enquanto o Projeto Lincoln, entre os grupos mais proeminentes apoiados pelos republicanos que se opõem a Trump, disse que um ex-chefe do Partido Republicano havia se juntado ao grupo como conselheiro sénior.

O programa de quinta-feira teve como objetivo contrabalançar essas deserções, apresentando um vídeo mostrando ex-eleitores democratas que dizem agora apoiar Trump e comentários do deputado norte-americano Jeff Van Drew, que abandonou o Partido Democrata para se juntar aos republicanos após votar contra a impugnação de Trump este ano.

"Joe Biden está a ser informado sobre o que fazer pelos radicais que dirigem o meu antigo partido, os mesmos radicais que tentam instalá-lo como seu presidente fantoche", disse Jeff Van Drew.

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