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EcoAngola mobiliza forças para travar uso inadequado do plástico em Angola


Projecto Angola Sem Plástico da organização EcoAngola

A EcoAngola, organização de defesa, apoio de acções que visam a preservação do ambiente e a promoção do bem-estar social considera que a situação do consumo de plástico em Angola é grave.

Érica Tavares, Directora Executiva da EcoAngola fala do impacto do lixo que se acumulou nas avenidas de Luanda, aquando da paralisação das operadoras de recolha de resíduos.

Érica Tavares, Ecologista angolana
Érica Tavares, Ecologista angolana

“A presença de lixo em espaços abertos facilita a transmissão de doenças devido ao acúmulo de resíduos que faz com que os animais roedores se reproduzam rapidamente e, estes por sua vez, são vectores de bactérias e consequentemente de doenças diversas”, disse a especialista em Biologia Ambiental e Ecologia que considera grave para a saúde pública o impacto da quantidade de lixo acumulados nas ruas.

EcoAngola mobiliza forças para travar uso inadequado do plástico em Angola
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Para a Administradora não Executiva para Área Técnica da Agência Nacional de Gestão de Resíduos, o uso de plásticos deve ser repensado a nível institucional. Maria da Purificação alerta que no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional cada sector do Executivo deve assumir as suas responsabilidades direcionadas para o alcance dos indicadores das Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 2030.

“É preciso repensar de forma institucional a nível do Executivo. O próprio sector da construção precisa repensar no modelo habitacional em Angola. É preciso que a indústria também repense. O comércio também é preciso repensar através dos agentes económicos. Elaborem os planos de gestão de Resíduos”, apelou.

Cada sector do Governo deve repensar a sua participação para redução do uso de plásticos e minimizar o seu impacto sobre a saúde humana em Angola. Precisam de igual forma pensar de forma individual nas suas acções dentro da responsabilidade que sobre si recai e conceber planos integrados de implementação intersectorial, afirmou Maria da Purificação para quem a implementação dos planos para redução do plástico não deve ser de forma isolada.

Em comparação com países africanos que já implementaram a política de redução de plásticos e a proibição do uso de sacos, por meio de várias medidas entre as quais a punitiva, Maria da Purificação sugere a realização de estudos e posteriormente de trabalho árduo de sensibilização da população angolana, já que, o uso do saco plástico no país é também uma questão cultural.

A EcoAngola acredita que a educação ambiental seja uma das soluções para despertar a consciências dos governantes em relação ao impacto do plástico sobre a biodiversidade, ao ambiente e para saúde.

A UNESCO juntou-se a causa da EcoAngola e manifestou total apoio institucional ao Projecto Angola Sem Plástico.

Alexandre Costa, Secretário Permanente da UNESCO em Angola, encoraja os responsáveis pela implementação do projecto a darem continuidade nas escolas de Angola através da consciencialização das crianças e jovens sobre o uso consciente do plástico.

O projecto que tem como objectivo a implementação de uma campanha de sensibilização sobre o consumo responsável do plástico descartável particularmente sacos e garrafas tem um financiamento de 19 mil Euros.

A Embaixadora da Delegação da União Europeia em Angola acredita que está dado um passo importante para redução do plástico em Angola e para uma mudança sócio-ambiental no país, onde a educação é um meio estratégico para mudança de mentalidade.

“A educação é a melhor maneira de aproximar todos os actores e abrir um diálogo construtivo propondo soluções inovadores para um país mais saudável”, disse a Jeannette Seppen.

Iniciativas como da EcoAngola devem ser financiadas não apenas pela União Europeia e o Governo, mas também pelo sector empresarial privado, defendeu Maria da Purificação.

O Projecto Angola Sem Plástico, que teve início em Maio último, encerra em Setembro deste ano e várias acções estão agendadas no âmbito da sua implementação, entre as quais a realização de concurso de arte que visa a sensibilização da sociedade civil, do sector privado e autoridades governamentais quanto aos impactos que o plástico sem tratamento apropriado tem na biodiversidade e na saúde pública, bem como para a promoção de alternativas ao plástico.

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