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Doença rara ataca em São Tomé e Príncipe

  • Óscar Medeiros

Pacientes desconhecem diagnóstico e tratamento

Ministério da Saúde acredita tratar-se de uma úlcera de buruli.

As autoridades sanitárias de São Tomé e Príncipe enfrentam uma doença rara que as obrigou a pedir a intervenção da Organização Mundial da Saúde que já enviou um especialista.

O Ministério da Saúde acredita tratar-se de uma úlcera de buruli.

Em cerca de oito meses, 1094 pessoas foram internadas na maior unidade hospitalar do país vítimas da doença, “até agora desconhecida pelas autoridades sanitárias” como disse à VOA a directora dos cuidados de saúde, Maria Tomé.

Como não se conhece a doença, nem como tratá-la adequadamente os pacientes ficam internados por muito tempo.

Os sintomas começam com borbulhas, geralmente nos membros inferiores, que posteriormente transformam em úlceras.

Um dos doentes que estiveram internados no Hospital Ayres de Menezes disse à VOA que, depois de ter contraído a doença, começou o tratamento em casa antes do internamento.

Luís Francisco ficou cerca de dois meses e meio no hospital, teve alta no início de Janeiro, mas ainda não está curado porque “tenho feridas, ando de chinelos, sinto dores e não posso estar em pé por muito tempo”.

Cerca de meia centena de doentes continua internada no hospital Ayres de Menezes e quase todas as semanas há registo de novos casos.

Alguns diabéticos que contraíram a doença acabaram por morrer devido a fraca imunidade.

Até agora todas as diligências em parceria com as autoridades sanitárias de Portugal não permitiram identificar o agente patológico nem o tratamento adequado enquanto o Ministério da Saúde do arquipélago acredita tratar-se de uma úlcera de buruli.

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