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Donald Trump cancela autorização de permanência de liberianos nos Estados Unidos


Donald Trump anula decisão existente desde 1991

Cerca de 200 mil cidadãos têm um ano para deixar o país ou regularizar a situação

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, derrubou anulou nesta terça-feira, 27, a Protecção Diferida de Saída Forçada (DED, na sigla em inglês) de cidadãos da Libéria que estão no país.

O decreto de Trump dá um ano para os liberianos deixarem o país ou regularizar a sua situação migratória.

A medida vai afectar cerca de 200 mil pessoas.

"Por meio de consultas com os departamentos e agências executivas apropriadas e meus assessores, fui informado que as condições na Libéria melhoraram. A Libéria já não vive um conflito armado e alcançou avanços significativos no restabelecimento da estabilidade e da governança democrática", afirmou Trump.

A autorização de permanência para os liberianos tinha sido sido renovada pelo anterior Presidente Barack Obama em 2016, com validade até o próximo dia 31 de Março.

Na nota, Trump acrescentou que os liberianos têm agora 12 meses para deixar os Estados Unidos, um período que considerou "apropriado" também ao Governo da Libéria para reabsorver os cidadãos que retornem ao seu país de origem.

A medida de Trump, que já era esperada, vinha sendo criticada nas últimas semanas por organizações defensoras dos direitos civis.

Em 1991, o antigo Presidente democrata Bill Clinton outorgou aos liberianos um Estatuto de Proteção Temporário (TPS) devido à guerra civil que assolava o país (1989-1997), e de novo em 1999, quando houve um novo foco do conflito nesse país do leste da África.

Mais tarde, em Outubro de 2007, o ex-Presidente George W. Bush, republicano, transformou o TPS em DED, protecção que vinha sendo prorrogada até agora.

Na segunda-feira, mais de 50 congressistas enviaram uma carta a Trump para pressionar o Presidente e tentar fazê-lo mudar de ideia, sem sucesso.

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