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Dirigentes da Frelimo dizem que "caso Chang" manchou imagem do partido


Analistas enquadram prisões recentes como estratégia eleitoralista

A Frelimo reconhece que a questão das dívidas ocultas, nomeadamente, a detenção de Manuel Chang e de outros membros seus, beliscou a imagem do partido, numa altura em que em várias quadrantes se afirma que este processo visa fazer com que a Frelimo passe nas eleições de Outubro próximo.

Manuel Tomé e Tomás Salomão, ambos membros da Comissão Política da Frelimo, assumiram esta semana que as detenções do deputado Manuel Chang e de outros arguidos, todos eles membros ou simpatizantes do partido, manchou a imagem da organização.

Crítico do Presidente Armando Guebuza, em cujo consulado foram contraídas essas dívidas, Tomás Salomão assume que quando faltam poucos meses para as eleições gerais, presidenciais e de assembleias provinciais, a imagem da Frelimo perante o eleitorado não é boa.

Salomão enfatizou que "eu estou em sintonia com o meu camarada Manuel Tomé; a imagem do partido fica beliscada, sem dúvida nenhuma, por comportamentos de pessoas, algumas das quais nossos membros e nossos simpatizantes, comportamentos esses que de acordo com as regras e procedimentos do partido não são aceites nem tolerados".

Naquilo que é visto por alguns analistas como um esforço para melhorar a imagem da Frelimo, Tomás Salomão sublinhou que os implicados neste endividamento, "devem ser exemplarmente penalizados".

Muitas pessoas dizem que a correria menos comum com que estão a ser feitas as detenções em conexão com este processo, que se arrasta há cerca de três anos, só pode ter um objectivo eleitoralista.

O analista Moisés Mabunda afirma que não se pode dissociar estas detenções do timing político em que Moçambique se encontra "porque estamos num ano eleitoral".

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