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Dirigente do BNA e decano de faculdade em Benguela detidos por desvio de dinheiro


Banco Nacional de Angola em Benguela

SIC deteve vários dirigentes da administração pública

Um alto funcionário da direcção regional Oeste do Banco Nacional de Angola (BNA), que congrega as províncias de Benguela e Kwanza Sul, foi detido ontem na cidade do Lobito, por suspeitas de crime de peculato, quando tomava posse para novas funções, soube a VOA junto de fontes seguras.

Humberto Mendes Jardim, que foi responsável pelo património antes de ter sido promovido a chefe da divisão administrativa do BNA, é suspeito de envolvimento num esquema de desvio de verbas nos actos de destruição de notas sem condições de circulação.

Num dia marcado por várias detenções, com operativos dos Serviços de Investigação Criminal em diferentes sectores da administração pública no cumprimento de ordens da Procuradoria-geral da República, também foi preso o decano da Faculdade de Economia da Universidade Katyavala Bwila (UKB), José Nicolau Silvestre, indiciado pelo mesmo crime – desvio de fundos do Estado-, foi encarcerado.

Um funcionário da região Oeste do BNA revelou que o seu colega, agora chefe da divisão administrativa, foi, à semelhança de todos os presentes, surpreendido por policiais enquanto era empossado.

A mesma fonte refere que a sua ascensão, recente, indica que os crimes terão sido cometidos há mais de cinco anos, altura em que, lembram homens da banca, Benguela funcionou como tesouraria do banco central, quando dezenas de camiões militares circulavam repletos de krtt5wanzas.

Outros bancários supostamente implicados, alguns já em reforma, só não tiveram o mesmo destino porque estarão fora do país, tal como refere a investigação, que dá a conhecer a existência de mandados de detenção nesse sentido.

Acredita-se que Humberto Jardim e José Nicolau venham a ser ouvidos pelo procurador, para eventuais medidas cautelares, na próxima segunda-feira, dentro das 48 horas impostas por lei, já que o final de semana não entra nas contas.

Com o decano da Faculdade de Economia, uma unidade orgânica alimentada pelo orçamento da UKB e por receitas de propinas e taxas, foi detido o funcionário Diamantino José, igualmente por suposta prática dos crimes de peculato e furto doméstico.

São os mesmos crimes, de resto, que determinaram a detenção de dois funcionários do sector da Saúde, Borges dos Santos e Mateus Lopes.

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