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Director de Assuntos Africanos da Casa Branca anuncia apoio a reformas e financiamentos em Angola


Cyril Sartor disse em Luanda que Washington apoia as reformas de João Lourenço

O Governo americano incluiu Angola no grupo de três países africanos que, nos próximos tempos, vão beneficiar de financiamento e apoio técnico visando impulsionar a actividade económica.

Enviado de Donald Trump em Luanda - 2:18
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O anúncio foi feito na quarta-feira, 13, em Luanda, pelo director para os Assuntos Africanos da Casa Branca, Cyril Sartor, quando apresentava a Nova Estratégia da Política Externa americana.

O enviado de Donald Trump afirmou que a ajuda visa, essencialmente, “desenvolver a capacidade empreendedora africana, fornecer a assistência técnica e os valores envolvidos.

O também assistente especial do Presidente acrescentou que os Estados Unidos estão abertos para receber sugestões dos empresários angolanos, no sentido de identificar os sectores que vão beneficiar do referido apoio.

“Queremos ser para Angola uma alternativa à China, no âmbito do financiamento dos projectos. Por isso, dos mais de 50 países africanos, Angola integra esta lista”, destacou aquele responsável, tendo acrescentado que há dois anos “não estaria em Angola para fazer este pronunciamento porque não existia vontade política para efectuar as actuais reformas”.

Sartir acrescentou que o seu país apoia as reformas em curso em Angola e sente-se confortado em ver o empresariado americano a começar a investir no país.

Quanto ao aumento de divisas para Angola, Sartor tranquilizou os agentes económicos e afirmou que o Departamento do Tesouro está a trabalhar, em parceria com o Banco Nacional de Angola (BNA), para facilitar o processo, que será concretizado com a formação, em curso, de técnicos angolanos na matéria.

Notícia bem acolhida

Em reacção, o economista José Severino considera que o anúncio é indicativo do interesse do Governo americano no desenvolvimento económico de Angola, faltando agora Luanda criar “mecanismos que viabilizem tal apoio”.

Por seu turno, o especialista em relações internacionais, Augusto Báfua Báfua, ressalta que o gesto americano está inspirado na nova parceira estratégica daquele país com os países africanos, onde se registam eleições regulares.

Além de Angola, a Nigéria e o Quénia também fazem parte da lista de poucos países africanos a receber apoio e ajuda técnica de Washington.

Não houve ainda qualquer reacção do Governo angolano.

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