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Diplomacia moçambicana diz estar atenta ao desaparecimento do jornalista ruandês em Maputo


Cassien Ntamuhanga

Polícia continua a dizer que não tem dados

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação diz estar atento ao processo do desaparecimento do jornalista ruandês, Ntamuhanga Cassien, que desde o início da última semana de Maio, desconhece-se do paradeiro.

"Soubemos que está desaparecido, e o caso está a ser investigado pela Polícia. Ainda não temos desenvolvimentos do assunto," disse António Macheve, porta-voz do Ministério, falando hoje à imprensa, em Maputo, nesta quinta-feira, 10.

A Polícia, nomeadamente, o Serviço de Investigação Criminal, continua fechada em copas e diz não ter dados sobre o caso.

A Associação dos Ruandeses Refugiados em Moçambique disse que Ntamuhanga Cassien foi raptado por oito homens, no domingo 23, na ilha de Inhaca, parte do município de Maputo.

“Os oito indivíduos o detiveram e levaram-no à esquadra policial de Inhaca, e o comandante da polícia disse que o caso do nosso colega era muito complicado e que não podia ficar em Inhaca e o levaram para Maputo, ” disse, na altura, Cleophas Habiyaremye, porta-voz daquela associação.

Perante o silêncio das autoridades moçambicanas, alguns analistas disseram à VOA que suspeitam que o presidente do Ruanda, Paul Kagame, que estreita relações com Maputo, pode estar envolvido no desaparecimento do jornalista Cassien.

Kagame tem um histórico de perseguição de opositores.

O jornalista Cassien fugiu da prisão de Kigali, em 2017, onde cumpria uma pena de 25 anos, após ter sido condenado por conspiração contra o Governo.

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