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Desmond Tutu: "Servo de Deus e do povo", disseram Joe e Jill Biden, "farol moral" para Obama


Desmond Tuto (esq) e Barack Obama (esq)

Filpe Nyusi e João Lourenço falam em grande perda para África

"Um verdadeiro servo de Deus e do povo", escreveram o Presidente e a primeira-dama dos Estados Unidos num comunicado em que destacaram a figura do arcebispo anglicano sul-africano Desmond Tutu, falecido neste domingo 26.

“Depois do Natal, parte-nos o coração saber que um verdadeiro servo de Deus e do povo, o arcebispo Desmond Tutu da África do Sul, faleceu", acrescentaram Joe e Jill Biden que ainda destacaram a "coragem e clareza moral" de Tutu.

"Há poucos meses unimo-nos ao mundo para comemorar o seu 90.º aniversário e reflectir sobre o poder da sua mensagem de justiça, igualdade, verdade e reconciliação num tempo em que enfrentarmos o racismo e o extremismo", lembraram os Biden que destacaram o conforto de saber que o legado de Tutu “transcende fronteiras e ressoará ao longo dos séculos”.

O antigo Presidente americano Barack Obama escreveu numa rede social que “o arcebispo Desmond Tutu foi um mentor, um amigo e um farol moral para mim e para tantos outros”.

Obama destacau ainda o seu “seu espírito universal” e lembrou que Tutu “estava enraizado na luta pela libertação e justiça no seu próprio país, mas também preocupado com a injustiça em toda parte".

Nyusi e Lourenço enviam mensagens

“Grande perda para África Austral e para toda África em geral", escreveu o Presidente moçambicano na sua página do Facebook, em que apresenta os seus pêsames ao Presidiente Cyril Ramaphosa e ao povo sul-africano.

Desmond Tutu foi, para Filipe Nyusi, um "defensor dos direitos dos oprimidos" que mostrou “a necessidade de união e construção de uma nação baseada na diversidade".

Também em mensagem enviada a Ramaphosa, o Presidente angolano escreveu que a "África do Sul e o continente africano, no geral, perderam um dos seus maiores ícones da luta pela reconquista da dignidade dos seus filhos, um homem da fé que consagrou a sua vida a combater sem tréguas o hediondo sistema de separação dos homens com base na cor da pele”.

João Lourenço acrescentou que o Nobel da Paz será lembrado pelo “legado de patriota intrépido, iluminando as gerações futuras chamadas a preservar a África livre do Apartheid e todas as restantes conquistas”.

António Guterres, secretário-geral da ONU, realçou que o arcebispo e Nobel da Paz “foi uma figura global imponente pela paz e uma inspiração para gerações em todo o mundo”.

“Durante os dias mais sombrios do apartheid, ele foi um farol brilhante para a justiça social, liberdade e resistência não violenta”, concluiu Guterres.

A rainha da Inglaterra Isabel II afirmou estar "profundamente triste" com a morte de Desmond Tutu e elegiou a sua "incansável" defesa dos direitos humanos e a sua "amizade e humor".

"Toda a família real se junta a mim para expressar a nossa profunda tristeza com a notícia da morte do arcebispo Desmond Tutu, um homem que defendeu incansavelmente os direitos humanos na África do Sul e em todo o mundo", disse.

Também no Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson afirmou ter ficado “profundamente triste” ao saber da morte do arcebispo Desmond Tutu.

“Ele foi determinante na luta contra o apartheid e na luta para criar uma nova África do Sul e será lembrado por sua liderança espiritual e bom humor irreprimível ”, escreveu.

Papa e Dalai Lama

No campo dos líderes religiosos, o Papa Francisco destacou o sentido de cristão e servo de Desmond Tutu.

“Cinte do seu serviço ao Evangelho através da promoção da igualdade racial e da reconciliação na sua África do Sul natal, Sua Santidade confia a sua alma à misericórdia de Deus Todo-Poderoso", escreveu em nota o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

Por seu lado, o líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, lembrou que Desmond Tutu teve uma vida “inteiramente dedicada a servir seus irmãos e irmãs para o bem comum” e que “foi um verdadeiro humanitário e um defensor dos direitos humanos ”.

A Fundação Nelson Mandela chamou o arcebispo de “um pensador, um líder, um pastor".

A organização do líder histórico da luta contra o apartheid disse que as “contribuições de Tutu para a luta contra a injustiça, local e globalmente, são comparadas apenas pela profundidade de seu pensamento sobre o construção de futuros libertadores para as sociedades humanas” e concluiu que “ele era um ser humano extraordinário”.

A notícia

O anúncio da morte do arcebispo Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz e veterano da luta contra o Apartheid, anunciou a presidência sul-africana, neste domingo, 26 foi feito pelo Presidente sul-africano.

"A morte do Arcebispo Emérito Desmond Tutu é outro capítulo de luto na despedida da nossa nação a uma geração de destacados sul-africanos que nos legou uma África do Sul libertada", escreveu Cyril Ramaphosa.

Desmond Tutu tinha 90 anos de idade.

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