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De Bolsonaro a Kagame, RSF identifica "predadores da liberdade de imprensa"


Foto dos "predadores da liberdade de imprensa", dos Repórteres Sem Fronteiras

Há oito líderes africanos na lista, integrada pelo príncipe da Arábia Saudita, o primeiro-ministro húngaro, a lider de Hong-Kong e os tradicionais lideres comunistas

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e oito Chefes de Estado africanos integram uma lista de 37 líderes denominados de “predadores da liberdade de imprensa", elaborada pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Da lista fazem parte também os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, XI Jinping, da Turquia, Recep Tayip Erdogan, e o primeiro-ministro da Hungria, Victor Orban, o primeiro mandatário europeu a integrar o grupo que é elaborado desde 2016 por aquela organização de defesa da liberdade de imprensa.

No continente africano, são apontados os presidentes do Egipto, Abdel Fattah Al-Sissi, do Djibuti, Ismaïl Omar Guelleh, da Eritreia, Issaias Afwerki, dos Camarões, Paul Biya, do Rwanda Paul Kagame, do Sudão do Sul, Salva Kiir, da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang, e do Uganda, Yoweri Museveni.

Na América Latina, além de Bolsonaro, estão também os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, da Nicarágua, da Daniel Ortega, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Cada um desses predadores tem seu próprio estilo. Alguns impõem um reino de terror emitindo ordens irracionais e paranóicas. Outros adoptam uma estratégia cuidadosamente construída com base em leis draconianas”, escreve o secretário-geral da RSF, para quem “um grande desafio agora é esses predadores pagarem o preço mais alto possível pelo seu comportamento opressor”.

Christophe Deloire acrescenta que “não devemos permitir que os seus métodos se tornem o novo normal”.

O documento divulgado no fim-de-semana e actualizado nesta segunda-feira, 5, tem novas caras, em relação ao ano passado.

“O mais notável dos novos participantes da lista é, sem dúvida, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, de 35 anos, que é o centro de todo o poder e chefia uma monarquia que não tolera a liberdade de imprensa”, dizem os RSF, lembrando que “os seus métodos repressivos incluem espionagem e ameaças que às vezes resultam em sequestro, tortura e outros atos impensáveis”.

“O horrível assassinato de Jamal Khashoggi expôs um método predatório que é simplesmente bárbaro”, lembra a nota.

Há também “predadores de natureza muito diferente, como o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, cuja retórica agressiva e rude sobre a mídia atingiu novos patamares desde o início da pandemia”.

A actuação dele inclui insultos, humilhações, principalmente de jornalistas mulheres, "ameaças vulgares" e “retórica belicista e desbocada”, segundo os RSF.

A organização diz também haver “mulheres predadoras”.

Carrie Lam, presidente da Região Administrativa Especial de Hoing-Kong, que “ainda era democrática quando ela assumiu” o cargo, é assinalada pelos RSF como “um fantoche do Presidente chinês Xi Jinping e agora apoia abertamente as suas políticas predatórias em relação à mídia”.

A outra mulher é Sheikh Hasina, primeira-ministra do Bangladesh.

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