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Crise leva ao encerramento de mais de 200 empresas na Huíla

  • Teodoro Albano

Lubango, Angola

Associação Agro-pecuária, Comercial e Industrial da Huíla defende melhoria do ambiente de negócios para atrair investimentos.

Mais de 200 empresas, na sua maioria do sector da construção civil, fecharam as portas durante o ano de 2016 na província da Huíla, disse à VOA o presidente da Associação Agro-pecuária, Comercial e Industrial da Huíla, (AAPCIL).

Paulo Gaspar justifica essa situação com a crise económica e financeira que se abateu sobre o país e que se traduziu numa das piores páginas do empresariado local de que há memória.

“Como o Estado retraiu o investimento público não teve condições de apostar em novas infra-estruturas sociais e de benefício público, logo, essas empresas de construção civil foram as primeiras a começar a encerrar portas e a despedir pessoal, e mesmo aquelas que se mantêm na área da construção civil tiveram de despedir muito pessoal porque o número de obras diminuiu muito”, explica Gaspar.

Num cenário mais optimista, o presidente de direcção da AAPCIL vê no encerramento destas empresas uma ocasião para o sector da agricultura e das pescas se afirmarem com o aproveitamento da mão-de-obra excendentária.

Num ano marcado pela realização de fóruns de negócios entre Angola e China e Polónia para a captação de investimento estrangeiro, Paulo Gaspar, entende que para tal é necessário melhor o ambiente de negócios.

“Nós temos problemas desde a concessão de vistos à burocracia excessiva para se criar e tratar uma empresa, concorrência desleal, temos ainda uma série de problemas que temos que ultrapassar e o nosso Executivo tem dado passos significativos, mas que ainda não são suficientes”, defendeu Paulo Gaspar, para quem “é preciso melhorar o ambiente de negócios para que de facto os investidores tenham apetência em vir investir no nosso país”.

A AAPCIL reúne mais de 700 empresas.

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