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Crise financeira não livra Governo de Benguela de críticas


Rui Falcão, governador

O Governo da província angolana de Benguela justifica com a crise o insucesso na execução do orçamento previsto para 2018, ano marcado por escassez de obras públicas, mas não se livra da crítica de actores da sociedade, havendo analistas que falam em incompetência.

Crise financeira deixa Benguela sem os fundos necessarios -2:14
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Atentas à anunciada revisão do orçamento geral do Estado, as autoridades pretendem transferir para o ano em curso projectos que não saíram do papel, como escolas, hospitais e infra-estruturas capazes de mexer com a economia.

A falta de vagas nas escolas, ainda na ordem do dia apesar do arranque do ano lectivo há já uma semana, é um dos indicadores de que o orçamento para 2018, acima de 90 mil milhões de kwanzas, serviu para pagar salários na função pública e pouco mais.

‘’Não conseguimos vagas para formar os nossos filhos. Teremos de ir para os colégios, onde daremos o que nos pedirem. Isto está mesmo mal’’, diz um encarregado da educação.

Na vertente saneamento básico, o lixo começa a obstruir valas de drenagem, colocando em risco centenas de famílias nas chamadas zonas de risco, tal como observa o arquitecto Felisberto Amado.

‘’Com novas enchentes, sobretudo na parte alta do Lobito, a população pode experimentar as mesmas consequências nefastas. É o resultado da incompetência de quem está na governação’’, aponta o também docente universitário.

São problemas do momento, aos quais se acresce o débil fornecimento de energia eléctrica, que levam o analista Jaime Vitorino Azulay, conselheiro do governador Rui Falcão, a lançar um alerta.

‘’Benguela, actualmente, está a bater no fundo. Os seus cidadãos, formados e patriotas, contribuirão com ideias para que se resolvam, pelo menos, alguns dos problemas prementes’’, avalia Azulay.

Ao reconhecer que o orçamento anterior esteve preso nas limitações financeiras, o vice-governador provincial para a área técnica e de infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, garantiu que as obras não executadas têm espaço no presente exercício.

‘’Aliás, a lei do OGE assim o permite, todas as obras não concluídas podem ser transferidas, desde que os Governos as inscrevam no exercício a executar. Portanto, vamos transferir de 2018 para 2019’’, anuncia o governante.

Muhongo prestava declarações nesta quarta-feira, 6, após o acto de inauguração do posto de transformação que vai dar energia à Loja dos Registos de Benguela, a uma escola adjacente e garantir iluminação pública.

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