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Crianças trocam escola por garimpo em Moçambique


Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano acusa garimpeiros de recorrerm a mão-de-obra barata

A ministra moçambicana da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane, diz que está a ser difícil a retenção de crianças em escolas localizadas nas zonas mineiras, onde em alguns casos ocorrem situações de trabalho forçado.

Crianças trocam escola por garimpo em Moçambique
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Segundo a governante, apesar do investimento que está a ser feito pelo Estado para a educação das crianças, nas zonas de garimpo este trabalho não está a ser bem sucedido.

"São crianças menores que não deviam estar no garimpo. Nós temos as convenções da Organização Internacional do Trabalho, que não permitem que haja trabalho de crianças, que acaba até sendo um trabalho forçado", lamentou Conceita Sortane.

A ministra referiu ainda que "os garimpeiros vão buscar a mão-de-obra barata porque sabem que a criança não tem capacidade de se defender nem de discutir aquilo que é o seu direito".

Estas denúncias surgem numa altura em que o Ministério moçambicano do Trabalho, Emprego e Segurança Social afirma que cerca de um milhão de crianças trabalham no país, sendo o garimpo e o comércio informal as áreas com maior trabalho infantil.

Algumas crianças trabalham para sustentar as suas famílias, muitas das quais são de baixo rendimento.

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