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CPLP garante apoio ao primeiro-ministro guineense demitido, Aristides Gomes


Organização diz que decisão agrava clima de crispação e instabilidade política

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através da sua Presidência, considera que “a decisão de demitir um Governo legítimo, a pouco mais de 20 dias das eleições presidenciais, por decreto do Presidente da República da Guiné-Bissau, que também é candidato nessas eleições, causa profunda preocupação à CPLP e também à comunidade internacional”.

Em nota divulgada na terça-feira, 29, a Presidência, que é assumida por Cabo Verde, reitera que tal decisão “contribui para o agravamento de um clima de crispação e instabilidade política, que deverá ser rapidamente ultrapassado”.

“A Presidência da CPLP reitera o seu apoio ao Governo legítimo da Guiné-Bissau, presidido pelo primeiro-ministro Aristides Gomes, pois que fundado em eleições consideradas por todos os observadores e pela comunidade internacional como livres, justas e transparentes, genuína expressão da vontade do povo da Guiné-Bissau”, reitera o comunicado, em que a organização lusófona também “CPLP repudia os actos de violência observados durante uma manifestação no passado dia 26”.

A Presidência da CPLP apela às instituições do Estado guineense, aos partidos políticos e à população que “mantenham a calma e a serenidade e se abstenham de toda e qualquer atuação que cause qualquer prejuízo à adequada e atempada preparação do acto eleitoral de 24 de Novembro”.

Este posicionamento da CPLP segue-se a outro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que também reiterou o seu apoio ao Governo de Aristides Gomes e alertou que "todos aqueles que, de qualquer forma, impedirem a continuação tranquila do processo eleitoral actualmente em andamento para as eleições presidenciais de 24 de novembro de 2019 estarão sujeitos a sanções".

Entretanto, na noite de ontem, o Presidente José Mário Vaz deu posse a Faustino Imbali como novo primeiro-ministro.

O dirigente do PRS, a terceira força política do país, prometeu realizar a eleição presidencial a 24 de Novembro e combater o tráfico de droga e a corrupção no Estado.

Entretanto, o primeiro-ministro demitido, Aristides Gomes, reiterou que o Presidente Vaz não tem poderes para o demitir e que só sai “se for à força”.

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