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COVID-19: Suspeita de fraude sobre 30 biliões de dólares do pacote de ajuda da África do Sul


Campanha de testagem em Eldorado Park, arredores de Joanesburgo, África do Sul, 3 agosto, 2020.

O auditor geral da África do Sul disse na quarta-feira que parte do dinheiro de seu pacote de ajuda COVID-19 de 500 biliões de rands (30 biliões de dólares) pode ter sido pago de forma fraudulenta a beneficiários indevidos.

Relatos de acordos suspeitos entre funcionários do governo e empresas que fornecem equipamentos médicos ou pacotes de ajuda alimentar para os pobres, bem como a má gestão do fundo para desastres, geraram indignação pública.

Em agosto, a Unidade de Investigação Especial (SIU) disse aos legisladores que estava a vasculhar departamentos do governo em busca de possível corrupção devido a irregularidades em licitações relacionadas ao coronavírus no valor de 5 biliões de rands.

Num briefing, o Auditor-Geral Kimi Makwetu disse que uma análise de cerca de 145 biliões de rands de despesas destinadas a programas de ajuda como desemprego e subsídios à pobreza "identificou indicadores de um maior risco de fraude e abuso de fundos".

"O trabalho de auditoria até agora encontrou um risco aumentado de pagamentos a beneficiários inelegíveis, pagamentos excessivos, pagamentos insuficientes, rejeição inválida de beneficiários, fraude e duplicação", disse Makwetu, referindo-se aos subsídios de assistência social e desemprego.

O relatório de Makwetu disse que os pagamentos a 30.000 beneficiários do subsídio de desemprego de 350 rands exigiam uma investigação mais aprofundada.

O jornal nacional BusinessDay, citando fontes confidenciais, relatou na quarta-feira, 2 de setembro, que o comissário do Fundo de Seguro-Desemprego, responsável pelo pagamento dos pedidos de seguro-desemprego, foi suspenso como resultado do relatório de Makwetu.

A Reuters não conseguiu entrar em contato imediatamente com o Ministério do Trabalho para comentar e confirmar.

A taxa de desemprego da África do Sul, de mais de 30% da força de trabalho, está entre as mais altas do mundo e tem sido repetidamente citada por agências de classificação como uma fonte potencial de instabilidade social e económica.

Em relação às compras de equipamentos de proteção individual por departamentos governamentais contra o surto de Covid-19, o relatório de Makwetu concluiu que "os itens custavam mais que o dobro, ou até cinco vezes, o preço prescrito".

O governo tem sido "atacado" nas últimas semanas por relatos de corrupção durante a crise do coronavírus, colocando o Presidente Cyril Ramaphosa sob pressão, pois ele prometeu limpar a reputação do seu partido no Congresso Nacional Africano após uma década de escândalos sob o seu antecessor, Jacob Zuma.

C/Reuters

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