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COVID-19: EUA já vacinaram 100 milhões; Europa enfrenta novo encerramento


Pessoas em fila para a vacinação contra a COVID-19, em Queens, Nova Iorque. 24 de Fevereiro 2021

Itália e França voltam a medidas estritas de confinamento

O governo Biden, que estabeleceu uma meta de 100 milhões de vacinas nos primeiros 100 dias do Presidente Joe Biden no cargo, atingiu outro marco na sexta-feira - os EUA tornaram-se a primeira nação a vacinar 100 milhões de pessoas.

Os casos de COVID-19, a doença causada pelo coronavírus, no entanto, continuam a aumentar em algumas regiões dos Estados Unidos.

Joe Biden pediu aos americanos que não contribuam para o retrocesso do "progresso que todos nós lutamos tanto para alcançar", continuando, "precisamos que todos os americanos se esforcem e mantenham a guarda nesta recta final."

No início desta semana, Biden também disse que com o aumento da pressão para a vacinação "pelo menos 90% de todos os adultos neste país serão elegíveis para serem vacinados até 19 de Abril, daqui a apenas três semanas, porque temos as vacinas. Para a grande maioria dos adultos, você não terá que esperar até 1 de Maio."

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A Índia disse neste sábado, 3 de Abril, que registou quase 90 mil novas infecções na sexta-feira, o maior total diário em seis meses.

A Itália iniciou um bloqueio estrito de "zona vermelha" num esforço para evitar um aumento de casos de COVID-19. A Itália relatou 3,6 milhões de casos, de acordo com o Centro de Pesquisa do Coronavirus Johns Hopkins.

A designação de zona vermelha é o maior nível de restrições do país. Todos os movimentos não essenciais foram banidos.

O bloqueio de três dias coincide com o feriado da Páscoa, forçando o Papa Francisco, o líder dos católicos romanos do mundo, a fazer o seu discurso anual de Páscoa diante de uma Praça de São Pedro vazia.

Em comparação com os EUA, as nações europeias estão a ter dificuldades para acelerar os programas de vacinação.

A Organização Mundial da Saúde disse que apenas 10% da população da Europa recebeu uma dose de vacina e apenas 4% recebeu duas doses.

Uma razão para o atraso entre as nações europeias é a dependência do uso da vacina AstraZeneca. Houve relatos de coágulos sanguíneos em algumas pessoas que receberam a injecção. A farmacêutica rejeitou essa afirmação e não encontrou evidências que ligassem a vacina a coágulos sanguíneos. A Holanda na sexta-feira seguiu a Alemanha, que suspendeu o uso da vacina para pessoas com menos de 60 anos.

Incidentes de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos são raros. A Agência Europeia de Medicamentos afirmou que a vacina AstraZeneca é segura.

A França anunciou na quinta-feira planos para um terceiro bloqueio nacional para conter o aumento dos casos de COVID-19.

Também na sexta-feira, o CDC atualizou as orientações para dizer que pessoas totalmente vacinadas podem viajar sem observar quarentenas, embora ainda devam usar máscaras, praticar o distanciamento social e lavar as mãos com frequência, advertiu a agência de saúde dos EUA.

Desde o início da pandemia o mundo regista mais de 130 milhões de casos confirmados de COVID-19 e 2,8 milhões de mortes, de acordo com o Centro de Pesquisa do Coronavirus Johns Hopkins. Os EUA lideram com 30,6 milhões de casos do vírus, seguidos do Brasil com 12,9 milhões de infecções e da Índia com 12,3 milhões de casos.

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