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Consumidores contestam novo preço de energia eléctrica

  • Alfredo Júnior

Maputo (Foto João Santa Rita)

"A energia é o sangue do desenvolvimento, e o sangue tem um preço (...) só assim é que nós podemos ter recursos para investir", disse o presidente da Electricidade de Moçambique.

A tarifa de energia foi agravada e a Electricidade de Moçambique diz que este aumento visa corresponder às necessidades de produção da empresa.

Os consumidores domésticos passam a pagar 6,95 meticais (0,115 cêntimos do dólar) o kilowatt, por hora, contra os anteriores 5,14 meticais (0,85 cêntimos do dólar).

Ajustar o preço aos custos de produção de energia eléctricas é a justificação apresentada pelo Presidente da Electricidade de Moçambique, Mateus Magala

"A energia é o sangue do desenvolvimento, e o sangue tem um preço (...) só assim é que nós podemos ter recursos para investir", disse Magala.

Porém, os consumidores dizem que este reajustamento vai afectar as suas contas mensais.

"Estávamos habituados a um certo preço e agora vem um novo e deixa-nos sempre desequilibrados", disse um consumidor.

Outra consumidora disse que " agora tudo mudou, vai ser difícil mim".

Para o economista Eurico Manhiça o maior impacto deste ajustamento, para além da corroer o poder de compra do cidadão, irá sentir-se a longo prazo no sector industrial.

"Sobre bens e serviços é muito difícil mensurar o impacto que isso pode ter, mas à priori o impacto será sobre o sector industrial, que utiliza a energia como sua principal fonte de produção", comentou Manhiça.

Este ajustamento segue as recomendações do Fundo Monetário Internacional, que já elogiou a decisão das autoridades moçambicanas assinalando que a medida preserva a tarifa social e os consumidores de baixa renda.

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