Links de Acesso

Comunidade Arturos mantém tradições africanas no Brasil


Comunidade Arturos, Minas Gerais

Escravos foram de Angola no século 19

O retrato fiel da identidade cultural, das tradições africanas trazidas para o Brasil no período escravagista e da miscigenação com os portugueses está presente no quotidiano da comunidade Arturos.

É uma comunidade familiar, tradicional, de ascendência negra localizada no estado brasileiro de Minas Gerais, no município de Contagem, ao lado da capital Belo Horizonte.

Comunidade Arturos mantem tradições africanas
please wait

No media source currently available

0:00 0:03:47 0:00

Esta comunidade é formada pelos descendentes e agregados de Arthur Camilo Silvério que, em meados do século XIX, chegou ao Brasil num navio negreiro vindo da Angola. Por isso, o nome Arturos.

Arte sempre presente
Arte sempre presente

Mesmo inserida numa grande cidade, a comunidade está cercada da natureza, numa mata preservada e com árvores frutíferas.

Entre os irmãos, Artur Camilo Silvério foi o que mais prosperou. Nasceu em 1885, época da Lei do Ventre Livre e casou-se com Carmelinda Maria da Silva. Os dois tiveram 10 filhos e vieram morar em Contagem, na localidade então conhecida como Domingos Pereira, onde adquiriram a propriedade na qual ainda vivem os seus descendentes.

Actualmente, na sua quarta geração, 80 famílias, cerca de 500 pessoas, fazem parte da comunidade. Todas mantêm vivas diversas expressões culturais e festas tradicionais como Batuque, Folia de Reis, Candombe, Reinado de Nossa Senhora do Rosário, Festa da Abolição e Festa do João do Mato.

Nem todos passam o dia completamente na comunidade. Há profissionais, como educadores, que exercem as suas funções na cidade. No espaço deles, tem uma creche que preserva um aspecto essencial da cultura local: a oralidade. A creche fica a cargo das mulheres idosas que cuidam das crianças.

Religião sempre presente
Religião sempre presente

Em 2014, o Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais, no sentido de preservar a cultura local, reconheceu por unanimidade a Comunidade dos Arturos como bem cultural de natureza imaterial que constitui patrimônio cultural do estado.

Um dos líderes dos Arturos, Jorge Antonio da Silva, diz que o reconhecimento dentro de Minas e do Brasil eleva a autoestima de cada membro da comunidade.

“Saber que os trabalhos de pesquisas em nossa comunidade resultaram no seu registro como bem cultural de Minas Gerais, é sinal que os nossos ancestrais não trabalharam em vão”, diz.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG