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Cidadãos do Lubango pedem luz


Lubango

Há empresas que só trabalham à luz do dia e falta gasolina para quem recorre ao gerador

Cidadãos no Lubango, na província angolana da Huíla,estão agastados com a crise que se regista no fornecimento de energia eléctrica na cidade e arredores.

Restrições de electricidade no Lubango -2:16
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A maioria dos bairros do município fica privada do serviço em grande parte do dia, com cortes entre as 7 horas e 30 minutos da manhã às 17 horas.

Para os pequenos empreendedores, o quadro é mais complicado já que são obrigados a recorrer a fontes alternativas como geradores para trabalhar, diz o serralheiro Gregório Caterça.

“Estamos a trabalhar com outra alternativa que é o gerador e está muito difícil a aquisição de gasolina. Diminuímos os postos de trabalho por falta de luz a clientela está a diminuir, é uma situação complicada”, lamenta Caterça.

Por seu lado, Vitorino Catoca lamenta que perante as dificuldades no fornecimento deste importante bem as explicações da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade na região (ENDE) sejam pouco convincentes.

“Já tentamos reclamar com os tais dirigentes e eles não dizem nada, só dizem que é uma fase isso vai passar porque isso não é só aqui é a nível da província”, conta Catoca.

Funcionária de uma empresa de moagem de cereais, Esperança Nakavali diz que estão parados.

“Muito milho que está aí à espera de luz. Precisamos de luz de dia para trabalhar”, diz.

A barragem da Matala com baixo caudal e a avaria de seis grupos geradores na central térmica do Lubango são apontadas como causas crise actual.

O secretário de Estado de Energia, António da Costa, que esteve a avaliar a situação na província, anunciou para breve parte da solução que pode vir da província vizinha do Namibe.

“Nós temos uma turbina que já está instalada no Namibe e que vai injectar a partir da linha 60 quilowatts para o Lubango. Nesse momento já analisamos os pontos de injecção a nível do Lubango e tudo estamos a fazer para que concluímos este projecto ainda este ano”, prometeu o governante.

O desvio de 123 camiões cisternas de combustível para a central térmica da Arimba cujo processo corre em Tribunal tem sido apontado coma uma das causas pela situação actual, mas nunca o Governo confirmou essa eventualidade.

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