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China e Paquistão rejeitam alegado conluio no desenvolvimento de guerra biológica


Instituto Wuhan de Virologia, China, abril 17, 2020.

O Paquistão e a China refutaram como “absurdas” e “fabricadas” as notícias de que os dois aliados próximos estão a realizar pesquisas secretas para desenvolver armas biológicas em violação aos tratados globais.

Uma publicação australiana, The Klaxon, alegou na sua reportagem investigativa, na semana passada, que Pequim e Islamabad entraram em acordo secreto de três anos "para expandir as capacidades potenciais de guerra biológica, incluindo a execução de vários projetos de pesquisa relacionados ao agente mortal antraz".

A reportagem citou várias fontes de inteligência dizendo que o Instituto Wuhan de Virologia da China "emprestou todo o material financeiro e apoio científico" para estabelecer uma instalação secreta no Paquistão.

"O laboratório de Wuhan oferecia ‘treinamento extensivo sobre a manipulação de patógenos e bioinformática’ aos cientistas paquistaneses "para ajudar o Paquistão a desenvolver o seu próprio banco de dados de coleta de vírus ", dizia a reportagem.

"É uma notícia politicamente motivada e falsa, feita de distorção de fatos e invenções que citam fontes anónimas", diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão divulgado neste domingo, 26.

O comunicado diz que "não há nada secreto" sobre a instalação mencionada na reportagem, e que o laboratório é usado para a pesquisa de ameaças emergentes à saúde, vigilância e investigação de surtos de doenças.

O ministério observou que o Paquistão tem cumprido “estritamente” as suas obrigações internacionais e tem compartilhado informações sobre o laboratório em questão com os Estados membros da Convenção de Armas Biológicas (BWC).

O tratado internacional proíbe os países membros de desenvolver, produzir e armazenar agentes ou toxinas biológicas. “A tentativa de lançar questionamentos sobre a instalação é particularmente absurda no contexto da pandemia do COVID-19, que destacou a necessidade de melhor preparação nas áreas de vigilância e controle de doenças e colaboração internacional a esse respeito ”, lamentou a declaração paquistanesa.

A embaixada chinesa no Paquistão também denunciou como "fabricada" a reportagem da imprensa australiana.

“É totalmente irresponsável, com a intenção cruel de manchar as relações China-Paquistāo. Como nação responsável, a China sempre cumpre suas obrigações perante a BWC ”, twittou a missão diplomática.

O Paquistão e a China tradicionalmente mantêm estreitas relações políticas, económicas e de defesa. Nos últimos seis anos, os dois países vizinhos cimentaram outros laços bilaterais, com Pequim investindo bilhões de dólares em grandes projetos de infraestrutura e desenvolvimento de energia no Paquistão.

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