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Caso Rufino continua estagnado na PGR, dizem advogado e familiares

  • Manuel José

Pai de Rufino Fernando António, jovem de 14 anos morto a tiro no Zango, Luanda.

Adolescente foi assassinado em Agosto por militares durante demolições no Zango 2, em Luanda.

O processo judicial interposto pela família do adolescente Rufino Fernando António contra os autores do seu assassinato a 6 de Agosto encontra-se estagnado na Procuradoria-Geral da República (PGR)

A denúncia é do advogado dos familiares, Luís Nascimento, que diz que até ao momento não foi encontrado o autor dos disparos.

''Houve quatro militares envolvidos no assassinato e não foi identificado o autor dos disparos que mataram Rufino, por isso vai haver uma confrontação entre as testemunhas da parte do ofendido e os militares para se saber quem disparou'', explicou Nascimento, para quem há uma demora pouco habitual no processo.

''Alega-se excesso de trabalho, o que não nos parece que seja, pelo tempo que já leva”, lamenta o advogado.

Os familiares de Rufino Fernando António não estão confiantes no andamento da justiça.

''Até agora não há solução, disseram-nos que os homens não querem apresentar o militar que disparou contra Rufino'', queixa-se o tio do adolescente de 14 anos, Rui Kateco.

Devido a vários problemas de saúde, a mãe de Rufino António encontra-se na província do Cuanza Norte, enquanto no terreno as demolições continuam na zona do Zango, onde o adolescente foi baleado mortalmente.

''A situação no Zango continua, n a semana passada houve demolições, hoje mesmo recebi uma comunicação que a Zona Económica Especial e a PCU estão reunidos na zona da FOBIS no Zango a preparar novas demolições'', denuncia Rafael Morais, da organização não governamental SOS-Habitat.

Recorde-se que Rufino António foi baleado mortalmente a 6 de Agosto no Zango 2 durante demolições de casas feitas por militares.

A PGR não se pronuncia sobre o processo.

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